terça-feira, 17 de novembro de 2009

Projeto Centenário do Escotismo no Brasil

Em 2007 a União dos Escoteiros do Brasil comemorou o Centenário do Movimento Escoteiro. Foi um momento de muita alegria e uma ótima oportunidade para fortalecer o Movimento Escoteiro no Brasil.Diversas Regiões comemoraram o “Amanhecer do Escotismo” de forma marcante para todos os seus participantes. A UEB inovou com o “Projeto 100 no Centenário” que até hoje cumpre seu papel de auxiliar os Grupos Escoteiros, através de ferramentas de crescimento. A edição do Centenário do Jornal Sempre Alerta reuniu a história do Movimento Escoteiro Mundial e do Brasil, registrando de forma definitiva a evolução do Escotismo Nacional.
2010 será um novo marco. O Escotismo Brasileiro vai comemorar o seu centenário.Foi em 1910 que os Suboficiais da Marinha de Guerra do Brasil, entusiasmados com o Escotismo que conheceram na Inglaterra, chegaram ao Brasil trazendo uniformes de escoteiros ingleses. Em junho do mesmo ano, reuniam-se no Rio de Janeiro, formalmente, todos interessados pelo Escotismo, fundando o Centro de Boys Scouts do Brasil.
É o momento de consolidar o nosso passado e avançar para o futuro.A UEB Nacional está preparando diversas atividades que irão marcar o nosso Centenário. O Projeto Centenário do Escotismo Brasileiro é o início de uma série de atividades que se prolongarão até o final de 2010.
O Projeto é um novo desafio para todas as Unidades Escoteiras Locais e suas Regiões. Será um esforço que irá envolver todos os membros das Unidades Escoteiras Locais, seus Diretores, Escotistas e Jovens, assim como membros das Diretorias Regionais e seus Presidentes. O esforço será de todos, e quem vai ganhar é o Escotismo Brasileiro.
Vamos começar a trabalhar agora!
A UEB está lançando, dentro do Projeto Centenário do Escotismo Brasileiro, dois prêmios nacionais com o objetivo de estimular o crescimento dos seus efetivos.

O Prêmio Aurélio Azevedo Marques 2009 é o desafio para os Grupos Escoteiros;

O Prêmio Eduardo Henrique Weaver 2009 é o desafio para as Regiões Escoteiras;

Simbologia






Flor-de-lis
A flor-de-lis é o símbolo do escotismo mundial, a origem deve-se a utilização da mesma em
cartas náuticas representando o norte com a sua ponta, assim como uma rosa dos ventos, além de ser o símbolo da monarquia francesa desde o século XII.
Baden-Powell então a escolheu como representação do movimento que ele criara, pois idealizava a direção que o escotismo seguiria desde então, a flor-de-lis para os franceses também representava pureza de espírito, luz e perfeição, atributos incorporados no escotismo até os dias de hoje.


Aperto de mão


Diferente do habitual aperto com a mão direita, o escoteiro se cumprimenta com a mão esquerda, devido a uma passagem vivida por Baden-Powell, aonde o chefe de uma tribo indígena estende a mão esquerda, com o argumento de que para tal ele tem de largar o escudo, depositando toda sua confiança no outro, mesmo que este seja seu adversário.



Sinal escoteiro
Com os dedos médio, indicador e anular unidos, simbolizando os três pilares da
Promessa Escoteira ( Deus, Pátria e o Próximo), e o polegar se sobrepondo ao mínimo, indicando a proteção do mais forte para com o mais fraco.



Saudação escoteira
Em todas as esferas, todos os membros do movimento escoteiro, ao se verem pela primeira vez no dia se saúdam, sendo o primeiro a ver o primeiro a saudar. A saudação também é realizada para cumprimentar autoridades, durante cerimônias de hasteamento e arriamento da Bandeira Nacional. A posição dos dedos, é a do sinal escoteiro, mas ligeiramente de lado a frente da testa.

Lobismo

Após a fundação do movimento Escoteiro em 1907, passou a haver uma demanda por parte dos irmãos menores dos escoteiros que queriam também participar do movimento, usar uniforme, acampar etc.
Durante alguns anos , o fundador do escotismo, Baden Powell, procurou uma forma de atender o desejo das crianças menores e dos seus pais, para adaptar de uma forma segura para as crianças abaixo dos 12 anos, o método escoteiro voltado para rapazes maiores com físico e disposição para a vida ao ar livre e aventuras.
Tomando conhecimento do Livro da Jangal, de Rudyard Kipling, foi sugerido a BP, que usasse o ambiente da Jangal, floresta, e a estória de Mowgli o Menino Lobo, para a nova seção a ser criada.
BP adotou a idéia, e Mowgli, e a Jangal passaram a ser um ambiente propício para o desenvolvimento de crianças em uma idade em que ainda acreditam em fantasias
Já em 1916 com a publicação do Manual do Lobinho, tem início a ramo lobinho no movimento escoteiro.
O lobinho na sua evolução passa por Aspirante, Pata tenra, Lobo rastreador, Lobo Saltador, Lobo Caçador e Cruzeiro do Sul. Quando esta próximo a completar 11 anos passa por um processo de transição para a tropa escoteira.

Lei do Lobinho:
1- O Lobinho ouve sempre os velhos Lobos.
2- O Lobinho pensa sempre primeiro nos outros.
3- O Lobinho abre os olhos e ouvidos.
4- O Lobinho é limpo e está sempre alegre.
5- O Lobinho diz sempre a verdade.

Promessa:"Prometo fazer o melhor possível para: Cumprir meus deveres para com Deus e minha Pátria; Obedecer à Lei do Lobinho e todos os dias fazer uma boa ação."

Saudação:A saudação do lobinho é feita com a mão direita e da seguinte maneira; observe o desenho:

Lema:Lema é uma norma de procedimento. O lema do lobinho é "Melhor Possível". Você, lobinho, usa o nosso lema sozinho ou junto com a saudação como um cumprimento.


OBS: Texto retirado do Site da região escoteira do RN

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

CURIOSIDADES SOBRE O ESCOTISMO:

Qual o nome do pai de Robert Baden-Powell? E qual nome de batismo de Robert Baden-Powell?
Existe uma pequena confusão sobre o nome do pai de Robert Baden-Powell, que ocorreu na tradução para o espanhol e português, no livro "Escotismo Para Rapazes". Lá, consta que Robert Baden-Powell. Na verdade, a inclusão das iniciais H.G. na tradução em português é importante, uma vez que se trata da antiga forma inglesa de referir-se a um "reverendo" anglicano. As iniciais H.G. significavam His Grace, que se traduzia como "Sua Graça", forma apropriada, na época, para referir-se a um "reverendo", como era o caso. Outro detalhe diz respeito ao nome em si do pai de Robert, que se escrevia sem o hifem de ligação, pois o nome próprio era simplesmente Baden, e o sobrenome era Powell. Na atual versão em inglês do Scouting for Boys encontramos o seguinte: "His father was the Reverend Baden Powell, Professor at Oxford".
Como registro histórico é importante ressaltar que Robert Badem Powell, quando nasceu, recebeu o nome de Robert Stephenson Smyth Powell. Alguns anos após a morte do Reverendo Baden Powell, sua viúva, Henrietta Grace Smyth, ingressou com um pedido legal para incluir o nome própprio Baden no sobrenome da familia. Após algum tempo, em 21 de setembro de 1869, a justiça autourizou o acréscimo, passando todos os filhos e ela própria a dotar Baden-Powell como sobrenome. Quando isso aconteceu Robert já tinha mais de 12 anos de idade. É po esta razão que Baden-Poweel escreve-se como hífen ligando os dois nomes.
OBS: Retirado do Jornal Sempre Alerta nº 163, março de 2008, pag. 9.

sábado, 7 de novembro de 2009

Atividade Escoteira




Atividade Escoteira realizada na sede no ultimo sabado dia 7 de novembro de 2009





















quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ESCOTISMO NO BRASIL

I – CHEGADA AO BRASIL

A primeira notícia sobre o Escotismo publicada no Brasil foi no dia 1º de dezembro de 1909, no número 13 da revista Ilustração Brasileira editada no Distrito Federal, no Rio de Janeiro, e com circulação nacional. A reportagem tinha o título : Scouts e a Arte de Scrutar; ocupava três páginas e apresentava 7 fotografias. A matéria fora preparada na Inglaterra pelo 1º Tenente da Marinha de Guerra Eduardo Henrique Weaver, onde se encontrava a serviço. Teve, assim, a oportunidade de presenciar o nascimento do Movimento Escoteiro – Scouting for Boys, criado em 1907 pelo General Inglês Baden-Powell – B. P. Na época, juntamente com o Tenente Weaver, encontrava-se na Inglaterra numeroso contigente de Oficiais e Praças da Marinha – preparava-se para guarnecer os novos navios da esquadra brasileira em construção. Um grupo de suboficiais de entusiasmou com o revolucionário método de educação complementar imaginado por B-P. Entre eles estava o Suboficial Amélio Azevedo Marques que fez com que seu filho Aurélio ingressasse em um dos Grupos Escoteiros locais. Assim, o jovem Aurélio Azevedo Marques foi o primeiro Escoteiro Brasileiro ou, mais precisamente, o primeiro Boy Scout brasileiro.
Quando da vinda para o Brasil, os militares trouxeram consigo uniformes escoteiros ingleses, no valor de trinta libras esterlinas. O Encouraçado "Minas Gerais", navio onde estava embarcada a maioria dos militares interessados em trazer para o Brasil o Movimento Escoteiro, chegou ao Rio de Janeiro em 17 de abril de 1910. No dia 14 de junho do mesmo ano, na casa número 13 da Rua do Chichorro no Catumbi, Rio de Janeiro, reuniram-se, formalmente, todos interessados pelo escotismo e embarcados nos navios que haviam chegado ao Brasil. Naquele local foi oficialmente fundado o Centro de boys Scouts do Brasil. O evento foi informado aos jornais, os quais publicaram a carta recebida da Comissão Diretora. A correspondência enviada começava nos seguintes termos: À imprensa desta capital, brilhante e poderoso fator de progresso, campeã de todas as idéias nobres, vem o Centro de Boys Scouts do Brasil, solicitar o auxílio de sua boa vontade, o esteio de que necessita para que em todos os lares brasileiros penetre o conhecimento do quanto à Pátria pode ser útil a instrução dos Boys Scouts. Anexo a comunicação foi enviado documento que descrevia as Bases do Centro de Boys Scouts do Brasil que assim começava:

1º - fica nesta data instituída uma sociedade de instrução, diversões e esportes para meninos, semelhante em tudo que for possível a dos "Boys Scouts" da Inglaterra.

O tomo I – 1910 – 1924 Os primórdios do Escotismo do Brasil da história do Escotismo Brasileiro, de autoria do Almirante Bernard David Blower, editado pelo Centro Cultural do Movimento Escoteiro em 1994, é a publicação de referência para a obtenção de informações mais complexas sobre este assunto que está sendo abordado de maneira sucinta. Do mencionado livro, ao final do capítulo II – Introdução no Brasil, transcreve-se: infelizmente, por diversas razões, a existência do Centro (referindo-se ao Centro de Boys Scouts do Brasil) foi efêmera; entre essas razões estavam o fato que de os dirigentes do Centro viajavam constantemente e mesmo por terem alguns sido transferidos para unidades fora do Rio de Janeiro, além da falta de conhecimento do pais sobre o alcance da novel instituição concorrendo para a freqüente ausência de seus filhos às atividades escoteiras de campo. Segundo informações, já em 1914 não mais existia o Centro. E mais adiante: No entanto, a semente lançada ainda daria fruto como demonstra o capítulo IV.

II – SCOUT – ESCOTEIRO; BOYS SCOUTS – ESCOTEIRISMO, ESCOTISMO?

Sem dúvida, os brasileiros que se encontravam na Inglaterra ao final da primeira década deste século tiveram dificuldades para traduzir os termos ingleses "Scout" e "Scouting for Boys" adotados por B-P quando criou o novo método educacional. O tenente Weaver procurou encontrar, no vasto vocabulário da língua portuguesa, palavras que tivessem o mesmo significado; optou pela linguagem escorreita, e empregou o verbo escrutar, que significa: "sondar, examinar a fundo os corações, a consciência, prescutar, fazer o possível para entrar no perfeito conhecimento das coisas; procurar descobrir o que é oculto, encoberto; indagar". A origem é latina, de "scrutare". Usou a grafia scrutar, vocábulo cujas iniciais são as mesmas do scout / scouting. Já os Suboficiais, que haviam tomado a decisão de concretizar a implantação do método criado por Baden-Powell tão logo chegasse ao Brasil, não se preocuparam em criar uma nova palavra e usaram o termo em inglês ao designarem a instituição que fundaram no Brasil. Na Itália, a versão do "Scouting for Boys" foi "Scoutismo". Na maioria dos países de língua espanhola são usados vocábulos ingleses. Em Portugal é usado o termo Escuta. No Brasil, os vocábulos Escoteiro e Escotismo, com os mesmo significados das palavras adotadas por B-P na sai língua, surgiram em 1914, quando da Fundação Brasileira de Escoteiros – ABE, em São Paulo como será apresentado no item IV. Só mais tarde os dicionários brasileiros acrescentaram, no verbete Escoteiro, o significado: membro de associação de meninos ou adolescentes organizada segundo o sistema de Baden-Powell. Até então, escoteiro era quem viajava livre, desembaraçado, sem comitiva, sem bagagem; e escotismo era a doutrina de Escoto, teólogo da doutrina de São Tomaz. Ao final da década de 10, sob alegação de natureza semântica, foi também adotado o termo Escoterismo, que caiu em desuso pouco mais tarde.
Surpreendentemente, no Brasil ainda ocorre a impropriedade na tradução das palavras scout e scouting usadas por Baden-Powell, no tempo em que servia no Exército Inglês. Na linguagem militar, o esclarecedor (em inglês o scout) é o observador, o batedor, a quem cabe a difícil tarefa de esclarecer (scouting for boys) penetrando no território inimigo, sem ser percebido, para colher informações úteis ao planejamento das operações. Assim, traduzi-los por escoteiros ou escotismo, resultará no disparate de se produzir o termo Escotismo Militar!

III – NOVAS "DESCOBERTAS" – 1912 A 1915

Certamente, muitos brasileiros estiveram na Europa nos anos que se seguiram à criação do Escotismo em 1907. Há notícias de mais três deles que, ao conhecê-lo, empreenderam esforços para traze-lo para o Brasil:

1º - Dr. Mário Cardim:- Percorreu a Europa a serviço do país. Em junho de 1910, na cidade de Delft, Holanda, encontrou Escoteiros e passou a se interessar pelo Movimento. Quando em Londres, aprofundou os seus conhecimentos sobre o Escotismo, ocasião em que esteve pessoalmente com Baden Powell. Regressou em 1913 a São Paulo, onde residia, e iniciou uma campanha jornalística de divulgação do Escotismo no "Estado de São Paulo". Participou ativamente da fundação da ABE realizada em novembro de 1914.

2º - Sra Jeronima Mesquita: - Residia em Paris e, por conta própria, mandou imprimir muitos milheiros de folhetos de propaganda com tradução do código e juramento (Lei e Promessa como denominados mais tarde) e, ainda, tradução de trabalhos de B-P. remeteu-os para São Paulo ao Dr. Ascanio Cerqueira, a quem concitava para ali fundar uma associação de escoteiros.na primeira Diretoria da ABE, o Dr. Ascanio Cerqueira foi um dos Vice Diretores e, Secretários, o Dr. Mário Cardim.

3º - Professor George Black:- Representou a Sociedade de Ginástica Porto Alegre – SOGIPA no Festival de Ginástica de Munique. Na sua passagem pela Alemanha encontrou-se com a organização, métodos educativos e orientação dos jovens na formação das suas cidadanias, ministrados no Grupo de Escoteiros da Sociedade de Ginástica de Munique. Colheu subsídios e, ao retornar ao Brasil, em fins de 1913, fundou um Grupo Escoteiro na SOGIPA. Em 1963 o Grupo passou a se denominar George Black que comemorou 85 anos de atividade em 1998!

O CCME - CENTRO CULTURAL DO MOVIMENTO ESCOTEIRO que, estatutariamente, se destina a fomentar o Escotismo, tem um programa para editar a série "ESCOTISMO BRASILEIRO". Além do primeiro livro já editado e acima referido, seguem-se os demais que correspondem a cada um dos Estados da Federação. Espera-se que, na medida em que forem sendo publicados, sejam mais bem esclarecidas as minudências da História da Escotismo das Regiões Escoteiras que integram a União dos Escoteiros do Brasil. Nesta breve notícia sobre o início do Escotismo no Brasil, por vezes, são indicados pontos controversos ou insuficientemente esclarecidos. Há que se aguardar a chegada dos novos Tomos, mesmo porque a História jamais poderá ser considerada como inteiramente esclarecida e escrita em termos definitivos. Presentemente, são escassas as informações disponíveis no CCME relativas às iniciativas para a criação de organizações escoteiras nos anos que antecederam a fundação da ABE e que, à semelhança do Centro de boys Scouts do Brasil, tiveram vida efêmera. No período de 1912 a 1915, o Escotismo foi "descoberto" nos seguintes Estados:

1 – 4 de julho de 1912: - Criação da "PATRULHA DE TREINAMENTO" no Realengo, DF, RJ, sob os auspícios do Tiro de Guerra 112. A direção era do Primeiro Tenente do Exército Antônio Freire de Vasconcellos tendo como auxiliares Gabriel Skinner, Lafayete de Oliveira e I.S. Campos. Quando for escrito o Tomo XX – História do Escotismo no Estado do Rio de Janeiro, essa notícia poderá ser ampliada.

2 – 13 de janeiro de 1913: - O Professor Curt Boett fundou em Blumenau, SC um Grupo Escoteiro. Quando for elaborado o Tomo XXV alusivo ao Escotismo em Santa Catarina, é de se esperar que esta notícia seja completada com mais dados.

3 – 1913: - " NOTAS DE UM ESCOTISTA – 1913-1928" escritas por Benjamim Sodré, logo na primeira página, lê-se: Encontrei na Livraria Briguet um exemplar do "LE LIVRE DE L' ECLAIREAUR" de Royet, edição de 1913. Lí-o com avidez e entusiasmei-me vivamente pelo Movimento, alimentando desde logo a idéia da organização de um Grupo no Botafogo. Em janeiro de 1913 Benjamim Sodré foi promovido a Guarda – Marinha após concluir o curso da Escola Naval. Nas referidas Notas afirmou: os estudos, o naufrágio do "GUARANY" (navio onde estava embarcado e que naufragou em outubro de 1913 quando participava de exercícios da Esquadra produzindo a morte de 8 dos seus colegas de turma) impediram-me de fazê-lo. Só em 1916 Sodré pôs em prática os ensinamentos de Baden Powell entre os jovens integrantes do Departamento Infanto-Juvenil do Botafogo Futebol e Regatas onde era jogador famoso no time do Clube. Benjamim Sodré tornou-se figura exponencial no Escotismo Brasileiro com participação efetiva pôr mais de cinqüenta anos.

Tornou-se oportuno ressaltar o fato de uma Livraria brasileira, já em 1913, oferecer ao público um livro sobre Escotismo, em versão francesa, o que comprova a rapidez de disseminação do movimento com cerca de quatro anos de sua fundação.

4 – 1914: - Há notícia da organização de um Grupo Escoteiro no Ginásio Júlio de Castilhos em Porto Alegre, RS. A iniciativa foi da Professora Camila Furtado Alves e do Tenente do Exército Tancredo Gomes Ribeiro, havendo indícios de o fato haver ocorrido em 1910. Aguarda-se a edição do Tomo XXII que irá tratar da História do Escotismo gaúcho para dirimir essa relevante dúvida.

5 – 23 de dezembro de 1914: - É instalado o GRÊMIO DOS BANDEIRANTES MINEIROS, na cidade de Rio Novo, a 45 Km. de Fora, sob a direção do Tenente Alípio Dias e inspiração do Professor Alípio de Araújo, literato e jornalista que defendeu essa denominação para traduzir Boy Scout. Em 20 de junho de 1915 é fundado o GRÊMIO DE BANDEIRANTES DE JUIZ DE FORA, que se reunia no Tiro de Guerra nº 17, sob a Presidência do Dr. Benjamim Colussi. Espera-se que o Tomo XIV apresente mais detalhes sobre aquelas meritórias iniciativas.

6 – 1915: - Por iniciativa do Comandante Anfilóquio Reis é criado um Grupo Escoteiro na 4ª Escola Masculina do Distrito Federal, sob a direção de Gelmirez de Mello, Chefe Escoteiro que veio a ser um dos lideres do Escotismo do Mar e Dirigente Nacional da União dos Escoteiros do Brasil – UEB.

IV – ESCOTISMO EM BASES SÓLIDAS

A fundação da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCOTEIROS decorreu da convergência de esforços como anteriormente mencionado. Em 15 de agosto de 1914 realizou-se a Sessão Preparatória da Associação a ser criada em breve. A reunião contou com nomes de destaque da vida política e cultural de São Paulo, diretores de estabelecimentos de ensino como Colégio Mackensie, Colégio Anglo Americano, Escola Americana, Ginásio São Bento, Diretor da Faculdade de Medicina, Secretários de Justiça e de Segurança Pública do Estado. Alguns nomes merecem ser citados: - Dr. Mário Cardim, já mencionado anteriormente. Homem de ação, tomou as providências necessárias para a efetivação da idéia de criar a ABE; convidou rapazes de 11 a 18 anos para imediato engajamento com o Escotismo e redigiu os Ante-Projetos de Estatuto e Regularmento da nova instituição,- Júlio de Mesquita, Diretor do "Estado de São Paulo", que deu apoio entusiasta à causa, - Dr. Ascanio Cerqueira que recebeu o material informativo enviado de Paris pela Sra. Jeronima mesquita.
No dia 29 de novembro de 1914, no Skating Palace, na capital pulista, numa assembléia pública a que compareceram cerca de 600 escoteiros inscritos e mais as pessoas gradas que parte na reunião do dia 15 de agosto, além de representantes do Estado e do Município, Comando da Reunião Militar e da Força Pública e diversos Diretores de Estabelecimentos de Ensino, foram lidos pelo Dr. Mário Cardim os Estatutos e o Regularmento da Associação brasileira de Escoteiros, a seguir aprovados.
A ABE irradiou o Movimento para todo o país, com representação em Minas Gerais, Paraná, Espirito Santo, Paraíba, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina; já em 1915 existia em quase todos os Estados.
Em 1915 o Deputado Federal por São Paulo César de Lacerda Vergueiro, amigo do Dr. Mário Cardim, apresentou proposta para reconhecer o Escotismo como de Utilidade Pública. O Projeto resultou no Decreto do Poder Legislativo nº 3297 sancionado pelo Presidente Wenceslau Braz em 11 de junho de 1917 que no Art. 1º estabelecia: - "São considerados de utilidade pública, para todos os efeitos, as associações brasileiras de escoteiros com sede no país.
Em 1915 é iniciada a publicação do "JORNAL DA ABE" edição pela Associação.
Há que se destacar outra iniciativa pioneira da ABE tomada em dezembro de 1914, logo após a sua fundação: - a criação do ESCOTISMO FEMININO em São Paulo que "deveria seguir caminho paralelo e independente do Movimento Escoteiro do sexo masculino". Foi criado o Departamento Feminino que contava com Mrs. Kathen Crompton como Instrutora Chefe. Houve troca de correspondência com a Gril Guide Association de Londres, presidida pela Sra. Baden Powell que encaminhou para o Brasil o Manual das Gril Guides e outras publicações técnicas. A iniciativa foi coroada de sucesso, com filiação em muitas cidades paulistas, bem como das ESCOTEIRAS DO ALECRIM no Rio Grande do Norte.
No Tomo I da História do Escotismo Brasileiro há um capítulo tratando especialmente de A MULHER NO ESCOTISMO. O livro descreve, também, as circunstâncias em que, na cidade do Rio de Janeiro, em 13 de agosto de 1919, foi fundado o Movimento Bandeirante do Brasil que sem nenhum vínculo institucional com o Movimento Escoteiro.
Em 1916 é instalada a primeira Escola de Chefes da ABE sob a direção do Coronel Pedro Dias de Campos, que fez parte da primeira Diretoria da Associação. No então Distrito Federal, no Rio de Janeiro, o prefeito Azevedo Sodré, tendo, em 1915, recebido os folhetos da ABE, introduziu a instalação do Escotismo nas Escolas Públicas.
Em 1917, sob o patrocínio da ABE, foi realizado em São Paulo um Congresso Escoteiro, o primeiro do Brasil. Dispõe-se de poucos dados sobre aquele evento; da mesma maneira, aguarda-se a edição do Tomo XXVII alusivo à História do Escotismo de São Paulo para enriquecer esta informação tão relevante.
Incontestavelmente, a fundação da ABE em São Paulo se constituiu no fato decisivo para a consolidação do Escotismo no Brasil. Foi condição necessária; mas não foi suficiente para impedir o seu crescimento desordenado.

V – CRESCIMENTO DESORDENADO

A partir de 1915, em todo o Brasil, passaram a despontar várias organizações escoteiras, algumas delas influenciadas pela atuação da ABE; outras tantas, por iniciativa própria. Há registro de:

1915: - Associação Pernambucana de Escoteiros; Associação de Boys Scouts de vitória; Comissão Regional de Escoteiros do Paraná; Associação Paranaense de Escoteiros; Legião Amazonense de Escoteiros.

1916 – Grupo Escoteiro do Fluminense Football Club no Rio de Janeiro com a marcante participação da Sra. Jeronima Mesquita juntamente com Guilhermina Guinle e Arnaldo Guinle e Marco Pollo. Os dois últimos escreveram e editaram, no mesmo ano, O LIVRO DO ESCOTEIRO com introdução de Olavo Bilac e Coelho Neto, o que se constituiu no primeiro Manual Escoteiro editado no Brasil.

1917 – É fundada a Associação Maranhense de Escoteiros, informação que poderá ser ampliada no Tomo XI que irá tratar do Escotismo maranhense em particular e poderá revelar as circunstância em que foi tomada aquela iniciativa.

Em 29 de janeiro de 1917 foi fundada a LIGA DE DEFESA NACIONAL influenciada por Olavo Bilac, grande incentivador do Escotismo e batalhador pelo fomento do civismo no Brasil. Logo após a sua criação, a ABE aderiu à Liga de Defesa Nacional que, em 17 de abril de 1917, enviou correspondência às Associações de Escoteiros do Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Pernambuco pedindo-lhes que essas Associações se filiassem à de São Paulo. No ofício, a Liga de Defesa Nacional "comprometeu-se a fornecer a todas as Associações co-irmãs todas as informações necessárias ao funcionamento dos batalhões e enviando-lhes todas as publicações que já está distribuindo e vai distribuir". Foi aquela a primeira tentativa para centralizar o Movimento Escoteiro no Brasil evitando o seu crescimento desordenado.

Em 15 de novembro de 1917 foi criada a primeira Tropa de Escoteiros Católicos do Brasil na Paróquia de São João Baptista da Lagoa, no Rio de Janeiro, constituindo-se na Associação de Escoteiros Católicos daquela Paróquia. Até então, nas organizações escoteiras criadas no Brasil, incluindo-se a ABE, era adotado o sistema leigo como regime em suas Tropas.

Em 1919 surgiu a segunda Tropa de Escoteiros Católicos na Escola Popular de São Bento. Havia outras Tropas em pespectiva de fundação, mais imperou o bom senso de não criá-las sem que se pudesse contar com chefes competentes de modo a só se criarem Tropas bem dirigidas. O Dr. E. Peixoto Fortuna participou, com destaque, na criação daquelas duas Tropas. Como Presidente da União Católica Brasileira, o Dr. Peixoto Fortuna resolveu nela criar uma Escola de Instrutores que se instalou em 1º de agosto de 1919. Ultrapassando as dificuldades inicias, em 1920 a Escola já havia formado seis turmas, o que propiciou a criação da ASSOCIAÇÃO DE ESCOTEIROS CATÓLICOS DO BRASIL, instituição que paulatinamente, tornou-se importante e cresceu em efetivo.

Ainda em 1919 a nova Associação iniciou a edição do tabloide "O ESCOTEIRO". Os cincos primeiros números eram de propriedade da casa instalada no Rio de Janeiro "LA VILLE DE PARIS"; no cabeçalho, contava o seguinte: ÓRGÃO DEDICADO À DIVULGAÇÃO DO ESCOTISMO NO BRASIL – PARA DISTRIBUIÇÃO GRATUITA. A loja Ville de Paris tinha uma Seção de Escotismo "com uniformes completos e todos os artigos necessários aos Escoteiros". Em 1925, O ESCOTEIRO tornou-se o órgão oficial da UEB.

Em 1921, aquela Associação realizou um Jamboree intergrupos que se constituiu em assinalado triunfo para os Escoteiros Católicos. Com o nome de ASSOCIAÇÃO DE ESCOTEIROS CATÓLICOS DO BRASIL teve seu Estatuto aprovado, em 11 de junho de 1921, pelo Monsenhor Vigário-Geral do Rio de Janeiro. Logo depois, a Associação filiou-se à Organização Internacional, com sede em Londres, tornando-se, assim, a primeira e única Associação Escoteira brasileira reconhecida internacionalmente, situação que, mais tarde, passou a ser desfrutada pela UEB.

Em 1922, Àquela Associação filiou-se, na condição de co-fundadora, o Office Internacional des Scouts Catholique, com sede em Roma, sob as vistas do Papa e presidido pelo Conde Mário de Carpegna, líder do Escotismo Católico Internacional.
Demonstrando maturidade, no número de julho de 1920 do O ESCOTEIRO, editado pela Associação católica, aventou-se o plano da realização de um Congresso Escoteiro no rio de Janeiro, evento que foi realizado em 1922 e repetido em 1923. Paralelamente com os Congressos, foram realizados Jamboree que a Associação Católica considerou como tendo sido os primeiros efetivados no Brasil. Foi editado o "LIVRO DOS CONGRESSOS ESCOTEIROS DO BRASIL – 1922-1923. PRIMEIRO E SEGUNDO JAMBOREE BRASILEIROS. THESES E RELETÓRIOS". O Tomo I da História do Escotismo Brasileiro dedica o Capítulo VI aos CONGRESSOS E JAMBOREES realizados até 1924 e menciona os nomes dos membros dos Congressos, na maioria do Distrito Federal, mas contando também com representantes da ABE de São Paulo, Associação dos Escoteiros do Pará, Liga Amazonense de Escoteiros, Associação de Escoteiros do Alecrim, RN.; relaciona as moções, notas e propostas aprovadas e as Teses apresentadas, com os nomes dos sues autores e dos dois relatores de cada uma delas. Presidiu os dois Congressos o Dr. João E. Peixoto Fortuna.
A idéia da realização dos Jamborees foi levada em 1921 pelo chefe Gabriel Skinner. Continham uma parte escoteira e outra esportiva e alcançaram pleno sucesso.
A Igreja Metodista Americana do Rio de Janeiro, em1916, fundou uma Tropa de Escoteiros com o nome "Union Church Boy Scouts" que, em 1920, deixou o patrocínio da Igreja; passou a ser dependente e, no Conselho de Chefes realizado em 14 de maio de 1921, ficou decidido mudar o nome para "1st Rio Baden Powell Boys Scouts", e assim se registrou no "Boy Scouts Association" de Londres. Passou então a seguir rigorosamente as normas do Escotismo inglês, sendo suas publicações, uniformes e distintivos vindo da Inglaterra; aceitava jovens, não só ingleses, mas também de outras nacionalidades que falassem inglês, em Niterói, então capital do antigo Estado do Rio de Janeiro, havia uma Tropa filiada que denominava "1 st Nictheroy Baden Powell Group". As Tropas funcionaram naqueles moldes até 1942, quando foi decretada a nacionalização de todas as entidades estrangeiras, ocasião em que se associaram à Modalidade do Ar.
O Autor do Tomo I da História do Escotismo Brsileiro, Almirante Bernard David Blower, residiu quando jovem, em Niterói; ao final da década de 30, foi Escoteiro do "1st Nictheroy Baden Powell Group". Presentemente, aquele ilustre militar brasileiro é o Presidente do Conselho Deliberativo do Centro Cultural do Movimento Escoteiro.

VI – DESPONTA O REGENTE

No sentido figurativo, ao se iniciar a década de 30, havia considerável número de músicos, ou seja, de instituições escoteiras, firmemente empenhadas em executar as partituras que elas próprias haviam escrito. Faltava o Regente, com a batuta de Maestro, para definir o tom e Conduzí-los na execução da grande sinfonia escrita por B-P. naqueles anos, o Chefe Benjamim Sodré, o Velho Lobo, mantinha uma Seção sobre Escotismo na Revista infanto juvenil "O TICO TICO". Na edição do dia 32 de janeiro de 1924 publicou um artigo que refletia a conjuntura do Escotismo àquela época, como se vê a seguir:

UM EXEMPLO A SEGUIR PELAS ASSOCIAÇÕES DE ESCOTISMO NO BRASIL

O Escotismo pode-se considerar definitivamente firmado entre nós. Já se passou, aquele período de propaganda vivíssima em que era quase um dever só entoar loas, e esconder os defeitos.
Hoje pode-se sem perigo apontar os males. E esse é o dever.
Entre nó quatro grandes associações dirigem o movimento escoteiro nacional: a Associação Brasileira de Escoteiros, com sede em São Paulo, Associação de Escoteiros Catholicos do Brasil, a Comissão Centra de Escotismo e a Confederação Brasileira de Escoteiros do Mar, com sede no Rio.
Refletindo o espírito de pouca harmonia dos brasileiros que vivem a brigar; essas associações se correspondem, se entendem, mas não se ligam.
Sofre com isso o Escotismo, que se desenvolve entre nós sem a precisa uniformidade, e sofre o nome do Brasil, que de outro modo poderia figurar entre as grandes potências escoteiras, cousa que não é de desprezar hoje, quando o escotismo tem por mais de uma vez ocupado a atenção e sugerido discussões na Liga das Nações.
Um paíz possuir cem, duzentos mil escoteiros deve ser, forçosamente, uma razão de consideração no conceito demais. Nós caminhamos para esses números, mas como nossos esforços são dispersos, aparecem sempre informações parciais.
Tentativas têm sido feitas para reunir as Associações, mas todas vãs, porque ora a vaidade de domínio, ora pequeninas questões pessoais conservam afastadas forças preciosas que deveriam unir, valendo pelo dobro.
É, um dever de todos, deste o mais pequenino escoteiro até ao mais importante Chefe, procurar criar uma atmosfera de harmonia entre todas as associações, para que elas se liguem constituindo uma confederação geral que possa representar o Escotismo do Brasil.
A seguir, Velho Lobo referiu-se ao exemplo do Escotismo francês e concluiu: Isso viria resolver o nosso caso. Nenhuma associação seria mais do que a outra, todas estariam no mesmo pé de igualdade e, suprema aventura, alguém poderia falar pelos "Escoteiros do Brasil", que já são tão numerosos mas que devem conservar-se mudos e desconhecidos porque são desunidos.
No dia 7 de setembro de 1924 o Padre Leovigildo França, Vice-Presidente da Associação de Escotismo Católicos, realizou interessante Conferência sobre o Escotismo. O ilustre Prelado fora o Chefe da Delegação que representou o país no Grande Jamboree Internacional em Copenhague. Sua Conferência, ilustrada com projeções, deu uma impressão muito nítida do que foi aquela grande concentração escoteira mundial. O Velho Lobo assistiu à Conferência e, comovido, afirmou: "Para o futuro, o Brasil se deve representar, em qualquer reunião internacional, não por uma delegação de uma de suas Associações, mas por uma Delegação de Escoteiros do Brasil. A seguir renovou o seu apelo feito em janeiro em "O TICO TICO" e remeteu cartas ou fez contatos pessoais com os principais responsáveis pelas Instituições Escoteiras convocando-os para se reunirem com o fim de criarem uma Associação Nacional do Escotismo Brasileiro. Com exceção do representante da Associação Brasileira de Brasileira de Escoteiros, de São Paulo, todos os demais atenderam ao convite. Passaram a se reunir, seguidamente, na sede do Clube Naval, no Centro da cidade do Rio de Janeiro. Dado o grande interesse e a boa vontade de todos, a tarefa foi fácil e, em 4 de novembro de 1924, foi fundada a UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL – UEB. Sua primeira sede provisória foi no Clube Naval.
A UEB iniciou sua vida pela justaposição de Federações que praticavam o Escotismo por conta própria. Haviam elas construído seus patrimônios, suas culturas próprias e gozavam de plena independência. No primeiro Estatuto da UEB houve a preocupação em preservar a autonomia de que desfrutavam as Federações. Foram necessários vinte e seis anos para que, em 1950, se consolidasse a completa integração do Movimento Escoteiro no Brasil. No bojo da imprescindível reforma foram extintas todas as federações, incluindo-se, obviamente, as de Terra, Mar e Ar, e se desfez a tradicional trindade encontrada na natureza e que se refletia no Escotismo brasileiro; surgiram as modalidades Básica, Mar e Ar.

Matéria elaborada pelo CENTRO CULTURAL DO MOVIMENTO ESCOTEIRO em janeiro de 1999.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Tudo sobre Escotismo: O que é o escotismo?: Quem o Movimento Escoteiro pretende formar?

NOSSAS DEFINIÇÕES E CONVICÇÕES FUNDAMENTAIS

Somos um movimento de jovens e para jovens, com a colaboração de adultos, unidos por um compromisso livre e voluntário. Somos um movimento de educação não formal, que se preocupa com o desenvolvimento integral e com a educação permanente dos jovens, complementando o esforço da família, da escola e de outras instituições. Queremos o desenvolvimento do ser humano, como um todo, e de todos os seres humanos. O ser humano, homem e mulher, na plenitude de sua existência e na riqueza de suas semelhanças e diferenças. O ser humano, em sua identidade singular e em sua cultura, sem distinção de origens sociais, raças e credos. Educamos para a liberdade e procuramos desenvolver a capacidade de pensar criativamente, mais do que a aquisição de conhecimentos ou de habilidades específicas. Fortalecemos nos jovens a vontade de optar por uma escala de valores que dê sustentação a suas vidas e os convidamos a agir de forma coerente com essa opção. Caminhamos em busca de Deus e estimulamos o jovem a dar testemunho de sua fé, vivendo ou buscando a religião que a expresse. Cremos na família, raiz integradora da comunidade e centro de uma civilização baseada no amor, na verdade e na justiça. Educamos para o respeito, a vida afetiva e o amor, para a construção de uma família que dê a seus filhos uma boa formação. Cremos na justiça social como exigência de um desenvolvimento humano e sustentável. Despertamos no jovem o anseio por servir à comunidade e por se comprometer com seu desenvolvimento como manifestação de sua solidariedade para com o próximo, especialmente os que mais precisam. Queremos um mundo fraterno, onde os jovens possam crescer e se realizar plenamente. Incentivamos nos jovens a lealdade a seu país e o amor à terra natal, seu povo e sua cultura, em harmonia com a promoção da paz, sem hostilidades entre classes sociais ou entre nações. Promovemos a fraternidade mundial entre os jovens e a cooperação mundial entre países e organizações. Estimulamos nos jovens o respeito pela natureza e o compromisso com o meio ambiente. Privilegiamos a vida ao ar livre como experiência educativa. Contribuímos para a formação de cidadãos responsáveis que compreendem a dimensão política da vida em sociedade, que desempenham um papel construtivo na comunidade e que tomam suas decisões guiados pelos princípios escoteiros. Como movimento educativo, não nos envolvemos nas disputas político-partidárias. Entretanto, os princípios em que se baseia o Movimento Escoteiro orientam as opções políticas pessoais dos nossos membros, e a formação de cidadãos responsáveis, participantes e úteis em sua comunidade exige que estejamos atentos à realidade política. Oferecemos a jovens e adultos a oportunidade de compartilhar a tarefa de crescimento comum, em uma relação que fomente o diálogo, a compreensão e a participação. Neste privilegiado encontro de gerações, todos os adultos atuam a serviço da liberdade dos jovens.



NOSSO PROPÓSITO

Nosso propósito é contribuir para que os jovens assumam seu próprio desenvolvimento, especialmente do caráter, ajudando-os a realizar suas plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais, como cidadãos responsáveis, participantes e úteis em suas comunidades.

Seu próprio desenvolvimento

Convencidos da pluralidade da natureza humana e interessados no ser humano, como um todo, procuramos oferecer aos jovens o desenvolvimento equilibrado de todas as dimensões de sua personalidade, promovendo, criando e fornecendo oportunidades para o pleno desdobramento de toda a complexa variedade de expressões do ser humano.

A saúde, a integração social, a maturidade, o equilíbrio afetivo e a própria felicidade dependem do desenvolvimento harmonioso de todos esses aspectos.

Compromisso com a educação permanente

A vida se reinicia a cada momento, o que a converte numa aprendizagem que nunca se conclui.

Nenhum aspecto da educação pode ser reduzido ao sistema escolar ou a um período da vida, já que o ser humano tem necessidade e deve ter a possibilidade de aprender ao longo de toda sua existência.

Para que o jovem tome consciência desta realidade, nós o orientamos na direção do autodesenvolvimento e na busca da constante superação.

Os princípios que nos guiam

Nossos princípios constituem um marco referencial de valores essenciais e atraentes.

A adesão a esses valores contribui fortemente para que os jovens tenham uma razão de viver consistente, para buscar a felicidade e motivar outros nessa mesma direção.

A relação com Deus

Convidamos os jovens a ir além do mundo material, a orientar suas vidas por princípios espirituais e a seguir caminhando em busca de Deus, presente na existência de todos os dias, na criação, no próximo, na história.

Convidamos os jovens a assumir a mensagem de sua fé, buscá-la e vivê-la na comunidade de sua confissão religiosa, compartilhando da fraternidade dos que se unem em torno de uma mesma religião e sendo fiéis a suas convicções, seus símbolos e suas celebrações.

Destacamos diante dos jovens a importância de integrar a fé à vida e à conduta, dela prestando testemunho em todos os seus atos.

Além disso, nós os convidamos a viver sua fé com alegria, sem nenhuma hostilidade para com aqueles que buscam, encontram ou vivem respostas diferentes diante de Deus, abrindo-se ao interesse, à compreensão e ao diálogo com todas as opções religiosas.

Uma pessoa guiada por estes princípios reconhece, vive e compartilha o sentido transcendente de sua vida, sem posicionamentos sectários e sem fanatismo.

A relação com o próximo

Estimulamos o amor ao país e a seus símbolos, sem ufanismo, em harmonia com todos os povos e buscando a promoção da paz mundial.

Propomos aos jovens respeitar com carinho o mundo natural, comprometer-se com o desenvolvimento sustentável e participar ativamente dos esforços para sua preservação e renovação.

Desenvolvemos e oferecemos oportunidades para que desenvolvam sua curiosidade, ajudando-os a projetar em suas vidas adultas o interesse pela aquisição de habilidades para o trabalho manual que permite transformar coisas, descobrindo a ciência e a tecnologia como meios a serviço do homem. Nós os motivamos para que aprendam a reaprender, a reinventar, a imaginar e a seguir pistas ainda não exploradas.

Motivamos sua admiração pelo trabalho bem feito e fomentamos sua aspiração à excelência.

Uma pessoa animada por esse espírito deixará o mundo melhor do que aquele que encontrou e seu testemunho será um permanente desafio à superação.

Entendemos que o ser humano só se realiza plenamente quando exerce sua liberdade respeitando a do próximo.

Propomos aos jovens que busquem sua realização por meio do serviço ao próximo e que se integrem de maneira responsável e solidária a sua comunidade.

Pedimos aos jovens que incorporem a valorização dos direitos humanos a seu modo de pensar e a suas atitudes. Promovemos seu comprometimento com a democracia como forma de governo que melhor permite a participação de todos e a igualdade de oportunidades mesmo para as minorias. Nossa proposta é que reconheçam e exerçam o poder e a autoridade sempre a serviço do bem comum.

Destacamos o valor do trabalho de cada um para o bem estar de todos, ensinamos o respeito aos que trabalham e incentivamos os jovens a orientar suas relações econômicas e sociais de forma justa.

Promovemos a igualdade de direitos entre o homem e a mulher e fomentamos na juventude o apreço pela colaboração e pelo mútuo enriquecimento, respeitando a natureza particular de ambos os sexos, sem quaisquer preconceitos. No plano das relações pessoais, nós os convidamos a desenvolver sua afetividade com naturalidade e respeito, pautando pelo amor seu comportamento sexual.

Propomos ao jovem que aproveite a existência e as relações humanas com alegria e senso de humor, buscando superar as dificuldades e expressando constantemente o prazer de viver.

A nós interessa que os jovens sejam reconhecidos por suas atitudes de simpatia, compreensão e afeto para com o próximo, transformando em ambientes agradáveis os espaços em que vivem e se desenvolvem.

Uma pessoa guiada por estes valores sociais demonstra pelo seu próprio exemplo e testemunho que é possível encontrar a felicidade e a realização pessoal por meio do serviço ao próximo.

A relação consigo mesmo

Convidamos os jovens a usar progressivamente sua liberdade, a assumir-se com responsabilidade, a aprender a discernir e decidir, enfrentando as conseqüências de suas decisões e de seus atos.

Motivamos sua admiração pelo trabalho bem feito e fomentamos sua aspiração à excelência.

Procuramos motivá-los a tomar consciência de sua dignidade, a se superar constantemente e a formular seu projeto de vida.

Nós os desafiamos a pautar sua honra na fidelidade à palavra empenhada, leais para com os demais e coerentes com seus valores.

Nós lhes propomos que sejam fortes, mantendo-se firmes em seus objetivos e tendo a coragem de ser autênticos, em um claro testemunho de que são o que dizem ser.

O homem ou a mulher conseqüente com estes princípios é uma pessoa íntegra, reta e forte, representa uma alternativa a alguns aspectos da cultura de hoje e contribui para a superação de tendências permissivas.


MÉTODO ESCOTEIRO

Para alcançar nosso propósito, utilizamos o Método Escoteiro, que constitui um todo onde se combinam diversos componentes:

A adesão à Promessa e à Lei Escoteira

O principal elemento do método é o convite pessoal a cada jovem, em um momento determinado de sua progressão, para que formule sua Promessa Escoteira. Por meio deste compromisso, o jovem aceita livremente, diante do seu grupo de companheiros, ser fiel à palavra empenhada e fazer o seu melhor possível para viver de acordo com a Lei.

A Lei escoteira é um instrumento educativo em que estão expressos, de maneira compreensível para as diferentes faixas etárias, os princípios que nos guiam.

Este compromisso será um ponto de referência em cuja direção se projetará toda a vida de um jovem.

A aprendizagem pelo serviço

Como expressão dos princípios sociais do Movimento, o método escoteiro é propício a que os jovens assumam uma atitude solidária, realizem ações concretas de serviço e se integrem progressivamente ao desenvolvimento de suas comunidades.

Além de contribuir para resolver um problema ou para aliviar uma dor, o serviço é uma forma de explorar a realidade, de conhecer a si mesmo, de descobrir outras dimensões culturais, de aprender a respeitar aos demais, de experimentar a aceitação e o reconhecimento do meio social, de construir a auto-imagem e de estimular a iniciativa em direção às mudanças e à melhoria da vida em comum.

A aprendizagem pela ação

Outro componente essencial é a educação ativa, em que os jovens aprendem por si mesmos, por meio da observação, do descobrimento, da elaboração, da inovação e da experimentação.

Esta aprendizagem não formal permite viver experiências pessoais que interiorizam e consolidam o conhecimento, as atitudes e as habilidades.

Desta maneira, e do ponto de vista cognitivo, se substitui a simples recepção de informação pela efetiva aquisição de conhecimento; no domínio da afetividade, se substitui a norma imposta pela norma descoberta e a disciplina exterior pela interior; e, no campo motriz, a passividade receptiva do destinatário cede lugar à criatividade efetiva do realizador.

Um sistema de equipes

Um fator fundamental do método é a vinculação a pequenos grupos de jovens de idade semelhante. Estas equipes de iguais aceleram a socialização, identificam seus membros com os objetivos comuns, ensinam a estabelecer vínculos profundos com outras pessoas, geram responsabilidades progressivas, proporcionam autoconfiança e criam um espaço educativo privilegiado para que o jovem cresça e se desenvolva.

Uma sociedade de jovens

Os pequenos grupos e as demais estruturas oferecidas pelo Movimento para que os jovens se organizem em torno de sua proposta educativa e desenvolvam suas atividades por si mesmos, fazem lembrar uma sociedade de jovens.

Nela se observam órgãos de governo e espaços para a participação, assembléias e conselhos que ensinam a administrar divergências e a obter consensos, organismos de tomada de decisões de interesse coletivo ou individual, equipes executivas que impulsionam à ação e fazem com que as coisas aconteçam. Uma escola ativa que incorpora a aprendizagem da convivência, da democracia e da eficiência à vida cotidiana.

A quantidade, o tamanho e o nome dessas estruturas procuram responder às necessidades que decorrem das características do jovem nas diferentes etapas do seu desenvolvimento.

A aprendizagem pelo jogo

O jogo oferece excelentes oportunidades para experimentar, aventurar, imaginar, sonhar, projetar, construir, criar e recriar a realidade.

É, portanto, uma ocasião de aprendizagem significativa que o método escoteiro privilegia como um espaço para experiências em que o jovem é o protagonista. No jogo ele desempenhará papéis diversificados, descobrirá regras, se associará com outros, assumirá responsabilidades, medirá forças, desfrutará de triunfos, aprenderá a perder, avaliará seus acertos e seus erros.

Um sistema progressivo de objetivos e atividades: o Programa de Jovens

A expressão mais visível e atraente do método escoteiro, onde se integram em absoluta harmonia todos os seus outros componentes, é seu variado programa de atividades, que representa para o jovem uma oferta coincidente com seus interesses e dentro da qual eles escolhem o que desejam fazer.

Estas atividades permitem aos jovens extrair experiências pessoais que levam à conquista dos objetivos que o Movimento lhes propõe para as diferentes etapas do seu desenvolvimento.

Os objetivos se encaminham progressivamente para o cumprimento do projeto educativo do Movimento, se baseiam nas necessidades do desenvolvimento harmônico dos jovens e se ajustam a suas possibilidades nas diferentes idades.

As atividades propostas significam desafios que estimulam o jovem a se superar, permitem experiências que dão lugar a uma aprendizagem efetiva, produzem a sensação de haver tirado algum proveito e despertam o interesse por desenvolvê-las. Por isso dizemos que são desafiantes, úteis, recompensantes e atraentes.

Pode ser incorporada ao programa de jovens toda atividade que reuna essas condições. O programa, por sua vez, é construído, realizado e avaliado com a participação de todos, mediante formas de animação que variam segundo as diferentes etapas de progressão.

A vida ao ar livre

A vida ao ar livre é um meio privilegiado para as atividades escoteiras.

Os desafios que a natureza apresenta permitem aos jovens equilibrar seu corpo, desenvolver suas capacidades físicas, manter e fortalecer a saúde, ampliar a criatividade, exercitar espontaneamente sua liberdade, estabelecer vínculos profundos com outros jovens, compreender as exigências básicas da vida em sociedade, valorizar o mundo, formar seus conceitos estéticos, descobrir e se encantar com a ordem da Criação.

O método escoteiro propõe aos jovens Integrar essas experiências a seus hábitos freqüentes e a seu estilo de vida, recuperando continuamente o silêncio interior e retornando sempre aos ritmos naturais e à vida sóbria.

Um marco simbólico

O método também apresenta aos jovens um conjunto de elementos simbólicos que incorporam a riqueza dos símbolos e integram o ambiente de referência próprio do Movimento. Estes símbolos motivadores estimulam a imaginação, ajudam a promover a coesão em torno dos objetivos compartilhados, asseguram o senso de pertencer a um grupo de iguais e destacam paradigmas que se oferecem como modelos a imitar.

Cada uma das etapas de progressão se relaciona a um marco simbólico próprio, que se adapta à capacidade imaginativa e às necessidades de identificação de cada faixa etária.

Um cerimonial para celebrar a vida

O desenvolvimento progressivo do jovem é destacado por meio de diversos atos que comemoram sua história pessoal e a tradição comum, além de traduzir a alegria da comunidade pelo progresso de cada um dos seus integrantes. Pelo cerimonial se renova o sentido do símbolo, se reforça a unidade do grupo e se cria o ambiente propício à reflexão em torno dos valores que permeiam a atividade de todos os dias.

A presença estimulante do adulto

No processo de crescimento dos jovens, o educador adulto, permanecendo como tal, se incorpora alegremente ao dinamismo juvenil, dando testemunho dos valores do Movimento e ajudando os jovens a descobrir o que não poderiam descobrir sozinhos. Este estilo permite estabelecer relações horizontais de cooperação para a aprendizagem, facilita o diálogo entre as gerações e demonstra que o poder e a autoridade podem ser exercidos a serviço da liberdade daqueles a quem se educa, dirige ou governa.


O HOMEM E A MULHER QUE PRETENDEMOS OFERECER À SOCIEDADE

Desejamos que os jovens que tenham sido Escoteiros façam o seu melhor possível para ser:

Um homem ou uma mulher reto de caráter, limpo de pensamento, autêntico em sua forma de agir; leal, digno de confiança.

Capaz de tomar suas próprias decisões, respeitar o ser humano, a vida e o trabalho honrado; alegre, e capaz de partilhar sua alegria.

Leal ao seu país,mas construtor da Paz, em harmonia com todos os povos.

Líder a serviço do próximo.

Integrado ao desenvolvimento da sociedade, capaz de dirigir, de acatar leis, de participar,consciente de seus direitos, sem se descuidar de seus deveres.

Forte de caráter, criativo,esperançoso, solidário, empreendedor.

Amante de natureza, e capaz de respeitar sua integridade.

Guiado por valores espirituais, comprometido com seu projeto de vida, em permanente busca de Deus e coerente em sua fé.

Capaz de encontrar seus próprios caminhos na sociedade e ser FELIZ.


FAQ


Bilhete aos Pais


Acampar é um dos pontos altos do Escotismo, o que mais atrai o rapaz, e é a oportunidade para ensinar-lhes a confiança em si e o espírito e iniciativa, alem de proporcionar-lhes o fortalecimento da saúde.

Alguns pais, por nunca terem experimentado pessoalmente a vida do acampamento olham com desconfiança para essa atividade de campo, provavelmente pensando que será muito árdua e arriscada para seus filhos. Mas quando vêem seus garotos, na volta exalando saúde e felicidade, mostrando evidentes progressos morais na atitude varonil e no espírito de camaradagem e sociabilidade, não podem deixar de apreciar os benefícios colhidos nesta atividade longe de casa.

Espero, pois, sinceramente, que não ponham nenhum obstáculo ou impedimento aos desejos dos rapazes de passarem suas férias ou dias de folgas da forma que ora sugerimos.

Baden Powell Of Gilwell


Perguntas Freqüentes...

O que faz um Escoteiro? Você que gosta de sentir a liberdade da natureza, andar em florestas, observar os animais, atravessar rios e cachoeiras; divertir-se nos jogos e brincadeiras ao ar livre com seus amigos, desafiando sua inteligência e habilidades; sentir o calor do sol e admirar um céu estrelado; montar sua barraca, preparar sua própria comida, construir coisas úteis para a sua vida no campo; ter amigos e ser um amigo verdadeiro, para juntos aproveitarem de forma útil e saudável a sua juventude, ... Encontrará no ESCOTISMO um programa que lhe abrirá as portas para estas aventuras e emoções. Algumas atividades desenvolvidas pelos Escoteiros:

  • Reuniões de Sede, na sede os escoteiros aprendem jogos, habilidades e técnicas escoteiras, cerimônias, se preparam para as excursões, acampamentos e outras aventuras.
  • Excursões, onde os escoteiros podem visitar Museus, exposições, alguma outra cidade, um outro Grupo Escoteiro
  • Bivaques, que podem acontecer em uma cachoeira, em uma caverna ou em uma fazenda, onde entramos em contato com a Natureza e nos divertimos um pouco em atividades como mergulhos, explorações, rappel, escaladas e trilhas em uma mata
  • Acampamentos, onde botamos emprática tudo aquilo que aprendemos na nossa Sede, como armar uma barraca, cozinhar nossa própria comida, montar pioneirias, participar de jogos, de atividades noturnas, de um Fogo de Conselho e de muitas outras coisas.
  • Atividades Comunitárias, onde ajudamos aqueles que precisão, seja reformando uma escola, recuperando as cadeiras de rodas de um hospital público, fazendo campanhas para arrecadar donativos para famílias carentes, visitando um asilo para levar um pouco de alegria aos velhinhos, entre outros.
  • Jornadas, jornadas são atividades onde temos que ir de um ponto à outro, fazemos isso à pé ou de bicicleta, normalmente por caminhos pouco visitados, como uma trilha na mata ou cruzando fazendas, durante essas caminhadas desenvolvemos atividades de orientação, de observação, de construção de mapas e de conhecimento da Natureza.
  • Atividades Nacionais e Mundiais, como os Jamborees Mundiais, que ocorre a cada 4 anos, onde escoteiros do mundo inteiro se encontram, Jamborees Nacionais, Panamericanos; Mutirões Nacionais Escoteiros, onde são desenvolvidas atividades comunitárias; o JOTI e JOTA, os Jamborees na Internet e no Ar, que ocorre em um final de semana por ano onde escoteiros de todo o mundo se encontram através da Internet e do Radioamador.

O que é o Escotismo?


O Escotismo é um Movimento Educacional para jovens com a colaboração de adultos, voluntário e sem vínculos politico-partidários, que valoriza a participação de pessoas de todas as origens sociais, raças e crenças, de acordo com o Propósito, os Princípios e o Método Escoteiro.


Qual é o propósito do Escotismo?

O Propósito do Movimento Escoteiro é contribuir para que os jovens assumam seu próprio desenvolvimento, especialmente do caráter, ajudando-os a realizar suas plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais, como cidadãos responsáveis, participantes e úteis em suas comunidades, conforme definido no Projeto Educativo da União dos Escoteiros do Brasil.Os Princípios do Escotismo são definidos na Promessa Escoteira, base moral que se ajusta aos progressivos graus de maturidade do indivíduo:

Dever para com Deus - Adesão a princípios espirituais e vivência ou busca da religião que os expresse, respeitando as demais.

Dever para com o Próximo - Lealdade ao nosso País, em harmonia com a promoção da paz, compreensão e cooperação local, nacional e internacional, exercitadas pela Fraternidade Escoteira. Participação no desenvolvimento da sociedade com reconhecimento e respeito à dignidade do homem e ao equilíbrio da Natureza.

Dever para Consigo Mesmo - Responsabilidade pelo seu próprio desenvolveimento. A Promessa Escoteira é a seguinte: Prometo pela minha honra fazer o melhor possível para: Cumprir meus deveres para com Deus e minha Pátria; Ajudar ao próximo em toda e qualquer ocasião; Obedecer à Lei Escoteira.


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Como participar?

Quem pode Participar?

Meninos e meninas entre 7 e 21 anos, organizados da seguinte forma:

  • Dos 7 aos 10 anos eles são os lobinhos e lobinhas, organizadas em alcatéias mistas com até 24 crianças - esta é a fase de SOCIALIZAÇÃO;
  • Dos 11 aos 14 anos eles são os escoteiros e escoteiras, organizadas em tropas com até 32 jovens; o Desterro possui uma tropa masculina e uma tropa feminina - esta é a fase de AUTONOMIA;
  • Dos 15 aos 17 anos eles são os seniores ou guias, organizadas em tropas com até 24 jovens; o Desterro possui uma tropa mista - esta é a fase do DESAFIO;
  • Dos 18 aos 21 anos eles são os pioneiros, organizados em um clã misto, com eventuais equipes de trabalho - esta é a fase de SERVIÇO ao próximo;
  • Após os 21 anos torne-se voluntário e venha participar do Movimento Escoteiro como membro adulto.

A vida de aventura que você sempre sonhou, combinada com a alegria de fazer algo pelas crianças e por sua comunidade;

Como se inscrever?

Nossos encontros ocorrem todos os sábados, em nossa sede na Escola Estadual Isabel Oscarlina Marques, das 14:00 às 17:00 hs, As inscrições estão abertas, Para inscrever um membro os pais ou responsáveis devem preencher a ficha de inscrição e entregá-la na sede do Grupo ao chefe responsavel

Se você quer participar do Movimento Escoteiro como membro adulto, preencha a ficha de inscrição e venha conversar com a Diretoria do grupo escoteiro para estabelecer o seu programa de formação.

Você sabe o que é ser um chefe escoteiro?

Ser chefe escoteiro é professar a fé e a certeza de que tudo terá valido a pena se o jovem sentir-se feliz pelo que aprendeu com você e pelo que ele lhe ensinou...

Ser chefe escoteiro é consumir horas e horas pensando em cada detalhe daquela atividade que, mesmo ocorrendo todos os sábados, a cada sábado é única e original...

Ser chefe escoteiro é voltar cansado de um acampamento e, diante da reação da tropa, transformar o cansaço numa aventura maravilhosa de ensinar e aprender...

Ser chefe escoteiro é importar-se com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta muito rara que necessita de atenção, amor e cuidado.

Ser chefe escoteiro é ter a capacidade de “sair de cena, sem sair do espetáculo”.

Ser chefe escoteiro é apontar caminhos, mas deixar que os jovens caminhem com seus proprios pés!


Ramo Pioneiro


No grupo escoteiro o Ramo Pioneiro reúne os jovens que tem entre 18 e 21 anos. O no ramo pioneiro não há patrulhas, mas sim um único grupo no qual denominamos Clã. No Ramo Pioneiro os jovens se encontram, confraternizam e buscam em sua convivência o processo de integração ao mundo adulto que passará a ser o seu, tendo como eixos em suas atividades o serviço à comunidade, a expressão da cidadania. Auxiliando assim, o jovem a pôr em prática os valores da Promessa e da Lei Escoteira.

As virtudes pioneiras são: Verdade; Lealdade; Altruísmo; Fraternidade; Cortesia; Bondade; Disciplina; Felicidade; Consciência; Pureza.

Ramo Sênior


No grupo escoteiro a seção que reúne os jovens entre 15 e 17 anos, recebe o nome de Tropa Sênior. Esta Tropa por sua vez está dividida em patrulhas. Nesta forma de organização e divisão os jovens se encontram, se tornam amigos, se reúnem para desfrutar de sua amizade, aprendendo a conviver em grupo, dentro do método, da promessa e das leis ecoteiras. Buscando seu auto-conehceimento e aprimoramento das características pessoais.

Ramo Escoteiro



No grupo escoteiro a seção que reúne os jovens de 11 a 14 anos recebe o nome de Tropa Escoteira. Esta Tropa por sua vez esta dividida em patrulhas. Nesta forma de organização e divisão, os jovens se encontram; se tornam amigos; desfrutam de sua amizade; aprendem a conviver em equipe; o respeito à natureza; dentro do método, da promessa e das leis escoteiras.

Ramo Lobinho



No grupo escoteiro a seção que se reúne as crianças que tem entre 7 e 10 anos recebe o nome de Alcatéia. Esta alcatéia está dividida em matilhas, sendo que cada uma recebe uma cor. Assim as crianças se reúnem, tornam-se amigas, e juntas vão ter os primeiros ensinamentos do método escoteiro. Na alcatéia a criança aprende viver em grupo, a ser responsável pelas suas próprias coisas.

Quem pretendemos formar?


Um homem ou uma mulher reto de caráter, limpo de pensamento, autêntico na forma de agir, leal, digno de confiança;

Um homem ou uma mulher capaz de tomar suas próprias decisões, respeitar o ser humano, a vida, e o trabalho honrado; alegre e capaz de compartilhar sua alegria, leal ao seu país, mas construtor da Paz, em harmonia com todos os povos;

Um homem ou uma mulher líder a serviço do próximo, integrado ao desenvolvimento da sociedade, capaz de dirigir, de acatar as leis, de participar, consciente dos seus direitos, sem se descuidar de seus deveres;

Forte de caráter, criativo, esperançoso, solidário e empreendedor;

Um homem ou uma mulher amante da natureza, capaz de respeitar sua integridade; guiado por valores espirituais, comprometido com seu projeto de vida, em permanente busca de Deus, e coerente em sua fé;

Capaz de encontrar seus próprios caminhos na sociedade e ser feliz.

O que é o Movimento Escoteiro?

Somos um movimento de educação não formal, que se preocupa com o desenvolvimento integral dos jovens, complementando o esforço da família, da escola e de outras instituições.

Somos um movimento de jovens e para jovens, com a colaboração de adultos, unidos por um compromisso livre e voluntário.

Queremos o desenvolvimento do ser humano como um todo e de todos os seres humanos. O ser humano, homem e mulher, na plenitude de sua existência e na riqueza de suas semelhanças e diferenças. O ser humano em sua identidade singular e em sua cultura, sem distinção de origem social, raça e credo.

Educamos para a liberdade e procuramos desenvolver a capacidade de pensar criativamente, mais do que a aquisição de conhecimentos ou habilidades específicas. Fortalecemos nos jovens a vontade de optar por uma escala de valores que dê sustentação a suas vidas e os convidamos a agir de forma coerente com essa opção. Caminhamos em busca de Deus e estimulamos o jovem a dar testemunho de sua fé, vivendo ou buscando a religião que a expresse.

Tudo sobre Escotismo: O que é o escotismo?: Quem o Movimento Escoteiro pretende formar?

NOSSAS DEFINIÇÕES E CONVICÇÕES FUNDAMENTAIS

Somos um movimento de jovens e para jovens, com a colaboração de adultos, unidos por um compromisso livre e voluntário. Somos um movimento de educação não formal, que se preocupa com o desenvolvimento integral e com a educação permanente dos jovens, complementando o esforço da família, da escola e de outras instituições. Queremos o desenvolvimento do ser humano, como um todo, e de todos os seres humanos. O ser humano, homem e mulher, na plenitude de sua existência e na riqueza de suas semelhanças e diferenças. O ser humano, em sua identidade singular e em sua cultura, sem distinção de origens sociais, raças e credos. Educamos para a liberdade e procuramos desenvolver a capacidade de pensar criativamente, mais do que a aquisição de conhecimentos ou de habilidades específicas. Fortalecemos nos jovens a vontade de optar por uma escala de valores que dê sustentação a suas vidas e os convidamos a agir de forma coerente com essa opção. Caminhamos em busca de Deus e estimulamos o jovem a dar testemunho de sua fé, vivendo ou buscando a religião que a expresse. Cremos na família, raiz integradora da comunidade e centro de uma civilização baseada no amor, na verdade e na justiça. Educamos para o respeito, a vida afetiva e o amor, para a construção de uma família que dê a seus filhos uma boa formação. Cremos na justiça social como exigência de um desenvolvimento humano e sustentável. Despertamos no jovem o anseio por servir à comunidade e por se comprometer com seu desenvolvimento como manifestação de sua solidariedade para com o próximo, especialmente os que mais precisam. Queremos um mundo fraterno, onde os jovens possam crescer e se realizar plenamente. Incentivamos nos jovens a lealdade a seu país e o amor à terra natal, seu povo e sua cultura, em harmonia com a promoção da paz, sem hostilidades entre classes sociais ou entre nações. Promovemos a fraternidade mundial entre os jovens e a cooperação mundial entre países e organizações. Estimulamos nos jovens o respeito pela natureza e o compromisso com o meio ambiente. Privilegiamos a vida ao ar livre como experiência educativa. Contribuímos para a formação de cidadãos responsáveis que compreendem a dimensão política da vida em sociedade, que desempenham um papel construtivo na comunidade e que tomam suas decisões guiados pelos princípios escoteiros. Como movimento educativo, não nos envolvemos nas disputas político-partidárias. Entretanto, os princípios em que se baseia o Movimento Escoteiro orientam as opções políticas pessoais dos nossos membros, e a formação de cidadãos responsáveis, participantes e úteis em sua comunidade exige que estejamos atentos à realidade política. Oferecemos a jovens e adultos a oportunidade de compartilhar a tarefa de crescimento comum, em uma relação que fomente o diálogo, a compreensão e a participação. Neste privilegiado encontro de gerações, todos os adultos atuam a serviço da liberdade dos jovens.



NOSSO PROPÓSITO

Nosso propósito é contribuir para que os jovens assumam seu próprio desenvolvimento, especialmente do caráter, ajudando-os a realizar suas plenas potencialidades físicas, intelectuais, sociais, afetivas e espirituais, como cidadãos responsáveis, participantes e úteis em suas comunidades.

Seu próprio desenvolvimento

Convencidos da pluralidade da natureza humana e interessados no ser humano, como um todo, procuramos oferecer aos jovens o desenvolvimento equilibrado de todas as dimensões de sua personalidade, promovendo, criando e fornecendo oportunidades para o pleno desdobramento de toda a complexa variedade de expressões do ser humano.

A saúde, a integração social, a maturidade, o equilíbrio afetivo e a própria felicidade dependem do desenvolvimento harmonioso de todos esses aspectos.

Compromisso com a educação permanente

A vida se reinicia a cada momento, o que a converte numa aprendizagem que nunca se conclui.

Nenhum aspecto da educação pode ser reduzido ao sistema escolar ou a um período da vida, já que o ser humano tem necessidade e deve ter a possibilidade de aprender ao longo de toda sua existência.

Para que o jovem tome consciência desta realidade, nós o orientamos na direção do autodesenvolvimento e na busca da constante superação.

Os princípios que nos guiam

Nossos princípios constituem um marco referencial de valores essenciais e atraentes.

A adesão a esses valores contribui fortemente para que os jovens tenham uma razão de viver consistente, para buscar a felicidade e motivar outros nessa mesma direção.

A relação com Deus

Convidamos os jovens a ir além do mundo material, a orientar suas vidas por princípios espirituais e a seguir caminhando em busca de Deus, presente na existência de todos os dias, na criação, no próximo, na história.

Convidamos os jovens a assumir a mensagem de sua fé, buscá-la e vivê-la na comunidade de sua confissão religiosa, compartilhando da fraternidade dos que se unem em torno de uma mesma religião e sendo fiéis a suas convicções, seus símbolos e suas celebrações.

Destacamos diante dos jovens a importância de integrar a fé à vida e à conduta, dela prestando testemunho em todos os seus atos.

Além disso, nós os convidamos a viver sua fé com alegria, sem nenhuma hostilidade para com aqueles que buscam, encontram ou vivem respostas diferentes diante de Deus, abrindo-se ao interesse, à compreensão e ao diálogo com todas as opções religiosas.

Uma pessoa guiada por estes princípios reconhece, vive e compartilha o sentido transcendente de sua vida, sem posicionamentos sectários e sem fanatismo.

A relação com o próximo

Estimulamos o amor ao país e a seus símbolos, sem ufanismo, em harmonia com todos os povos e buscando a promoção da paz mundial.

Propomos aos jovens respeitar com carinho o mundo natural, comprometer-se com o desenvolvimento sustentável e participar ativamente dos esforços para sua preservação e renovação.

Desenvolvemos e oferecemos oportunidades para que desenvolvam sua curiosidade, ajudando-os a projetar em suas vidas adultas o interesse pela aquisição de habilidades para o trabalho manual que permite transformar coisas, descobrindo a ciência e a tecnologia como meios a serviço do homem. Nós os motivamos para que aprendam a reaprender, a reinventar, a imaginar e a seguir pistas ainda não exploradas.

Motivamos sua admiração pelo trabalho bem feito e fomentamos sua aspiração à excelência.

Uma pessoa animada por esse espírito deixará o mundo melhor do que aquele que encontrou e seu testemunho será um permanente desafio à superação.

Entendemos que o ser humano só se realiza plenamente quando exerce sua liberdade respeitando a do próximo.

Propomos aos jovens que busquem sua realização por meio do serviço ao próximo e que se integrem de maneira responsável e solidária a sua comunidade.

Pedimos aos jovens que incorporem a valorização dos direitos humanos a seu modo de pensar e a suas atitudes. Promovemos seu comprometimento com a democracia como forma de governo que melhor permite a participação de todos e a igualdade de oportunidades mesmo para as minorias. Nossa proposta é que reconheçam e exerçam o poder e a autoridade sempre a serviço do bem comum.

Destacamos o valor do trabalho de cada um para o bem estar de todos, ensinamos o respeito aos que trabalham e incentivamos os jovens a orientar suas relações econômicas e sociais de forma justa.

Promovemos a igualdade de direitos entre o homem e a mulher e fomentamos na juventude o apreço pela colaboração e pelo mútuo enriquecimento, respeitando a natureza particular de ambos os sexos, sem quaisquer preconceitos. No plano das relações pessoais, nós os convidamos a desenvolver sua afetividade com naturalidade e respeito, pautando pelo amor seu comportamento sexual.

Propomos ao jovem que aproveite a existência e as relações humanas com alegria e senso de humor, buscando superar as dificuldades e expressando constantemente o prazer de viver.

A nós interessa que os jovens sejam reconhecidos por suas atitudes de simpatia, compreensão e afeto para com o próximo, transformando em ambientes agradáveis os espaços em que vivem e se desenvolvem.

Uma pessoa guiada por estes valores sociais demonstra pelo seu próprio exemplo e testemunho que é possível encontrar a felicidade e a realização pessoal por meio do serviço ao próximo.

A relação consigo mesmo

Convidamos os jovens a usar progressivamente sua liberdade, a assumir-se com responsabilidade, a aprender a discernir e decidir, enfrentando as conseqüências de suas decisões e de seus atos.

Motivamos sua admiração pelo trabalho bem feito e fomentamos sua aspiração à excelência.

Procuramos motivá-los a tomar consciência de sua dignidade, a se superar constantemente e a formular seu projeto de vida.

Nós os desafiamos a pautar sua honra na fidelidade à palavra empenhada, leais para com os demais e coerentes com seus valores.

Nós lhes propomos que sejam fortes, mantendo-se firmes em seus objetivos e tendo a coragem de ser autênticos, em um claro testemunho de que são o que dizem ser.

O homem ou a mulher conseqüente com estes princípios é uma pessoa íntegra, reta e forte, representa uma alternativa a alguns aspectos da cultura de hoje e contribui para a superação de tendências permissivas.


MÉTODO ESCOTEIRO

Para alcançar nosso propósito, utilizamos o Método Escoteiro, que constitui um todo onde se combinam diversos componentes:

A adesão à Promessa e à Lei Escoteira

O principal elemento do método é o convite pessoal a cada jovem, em um momento determinado de sua progressão, para que formule sua Promessa Escoteira. Por meio deste compromisso, o jovem aceita livremente, diante do seu grupo de companheiros, ser fiel à palavra empenhada e fazer o seu melhor possível para viver de acordo com a Lei.

A Lei escoteira é um instrumento educativo em que estão expressos, de maneira compreensível para as diferentes faixas etárias, os princípios que nos guiam.

Este compromisso será um ponto de referência em cuja direção se projetará toda a vida de um jovem.

A aprendizagem pelo serviço

Como expressão dos princípios sociais do Movimento, o método escoteiro é propício a que os jovens assumam uma atitude solidária, realizem ações concretas de serviço e se integrem progressivamente ao desenvolvimento de suas comunidades.

Além de contribuir para resolver um problema ou para aliviar uma dor, o serviço é uma forma de explorar a realidade, de conhecer a si mesmo, de descobrir outras dimensões culturais, de aprender a respeitar aos demais, de experimentar a aceitação e o reconhecimento do meio social, de construir a auto-imagem e de estimular a iniciativa em direção às mudanças e à melhoria da vida em comum.

A aprendizagem pela ação

Outro componente essencial é a educação ativa, em que os jovens aprendem por si mesmos, por meio da observação, do descobrimento, da elaboração, da inovação e da experimentação.

Esta aprendizagem não formal permite viver experiências pessoais que interiorizam e consolidam o conhecimento, as atitudes e as habilidades.

Desta maneira, e do ponto de vista cognitivo, se substitui a simples recepção de informação pela efetiva aquisição de conhecimento; no domínio da afetividade, se substitui a norma imposta pela norma descoberta e a disciplina exterior pela interior; e, no campo motriz, a passividade receptiva do destinatário cede lugar à criatividade efetiva do realizador.

Um sistema de equipes

Um fator fundamental do método é a vinculação a pequenos grupos de jovens de idade semelhante. Estas equipes de iguais aceleram a socialização, identificam seus membros com os objetivos comuns, ensinam a estabelecer vínculos profundos com outras pessoas, geram responsabilidades progressivas, proporcionam autoconfiança e criam um espaço educativo privilegiado para que o jovem cresça e se desenvolva.

Uma sociedade de jovens

Os pequenos grupos e as demais estruturas oferecidas pelo Movimento para que os jovens se organizem em torno de sua proposta educativa e desenvolvam suas atividades por si mesmos, fazem lembrar uma sociedade de jovens.

Nela se observam órgãos de governo e espaços para a participação, assembléias e conselhos que ensinam a administrar divergências e a obter consensos, organismos de tomada de decisões de interesse coletivo ou individual, equipes executivas que impulsionam à ação e fazem com que as coisas aconteçam. Uma escola ativa que incorpora a aprendizagem da convivência, da democracia e da eficiência à vida cotidiana.

A quantidade, o tamanho e o nome dessas estruturas procuram responder às necessidades que decorrem das características do jovem nas diferentes etapas do seu desenvolvimento.

A aprendizagem pelo jogo

O jogo oferece excelentes oportunidades para experimentar, aventurar, imaginar, sonhar, projetar, construir, criar e recriar a realidade.

É, portanto, uma ocasião de aprendizagem significativa que o método escoteiro privilegia como um espaço para experiências em que o jovem é o protagonista. No jogo ele desempenhará papéis diversificados, descobrirá regras, se associará com outros, assumirá responsabilidades, medirá forças, desfrutará de triunfos, aprenderá a perder, avaliará seus acertos e seus erros.

Um sistema progressivo de objetivos e atividades: o Programa de Jovens

A expressão mais visível e atraente do método escoteiro, onde se integram em absoluta harmonia todos os seus outros componentes, é seu variado programa de atividades, que representa para o jovem uma oferta coincidente com seus interesses e dentro da qual eles escolhem o que desejam fazer.

Estas atividades permitem aos jovens extrair experiências pessoais que levam à conquista dos objetivos que o Movimento lhes propõe para as diferentes etapas do seu desenvolvimento.

Os objetivos se encaminham progressivamente para o cumprimento do projeto educativo do Movimento, se baseiam nas necessidades do desenvolvimento harmônico dos jovens e se ajustam a suas possibilidades nas diferentes idades.

As atividades propostas significam desafios que estimulam o jovem a se superar, permitem experiências que dão lugar a uma aprendizagem efetiva, produzem a sensação de haver tirado algum proveito e despertam o interesse por desenvolvê-las. Por isso dizemos que são desafiantes, úteis, recompensantes e atraentes.

Pode ser incorporada ao programa de jovens toda atividade que reuna essas condições. O programa, por sua vez, é construído, realizado e avaliado com a participação de todos, mediante formas de animação que variam segundo as diferentes etapas de progressão.

A vida ao ar livre

A vida ao ar livre é um meio privilegiado para as atividades escoteiras.

Os desafios que a natureza apresenta permitem aos jovens equilibrar seu corpo, desenvolver suas capacidades físicas, manter e fortalecer a saúde, ampliar a criatividade, exercitar espontaneamente sua liberdade, estabelecer vínculos profundos com outros jovens, compreender as exigências básicas da vida em sociedade, valorizar o mundo, formar seus conceitos estéticos, descobrir e se encantar com a ordem da Criação.

O método escoteiro propõe aos jovens Integrar essas experiências a seus hábitos freqüentes e a seu estilo de vida, recuperando continuamente o silêncio interior e retornando sempre aos ritmos naturais e à vida sóbria.

Um marco simbólico

O método também apresenta aos jovens um conjunto de elementos simbólicos que incorporam a riqueza dos símbolos e integram o ambiente de referência próprio do Movimento. Estes símbolos motivadores estimulam a imaginação, ajudam a promover a coesão em torno dos objetivos compartilhados, asseguram o senso de pertencer a um grupo de iguais e destacam paradigmas que se oferecem como modelos a imitar.

Cada uma das etapas de progressão se relaciona a um marco simbólico próprio, que se adapta à capacidade imaginativa e às necessidades de identificação de cada faixa etária.

Um cerimonial para celebrar a vida

O desenvolvimento progressivo do jovem é destacado por meio de diversos atos que comemoram sua história pessoal e a tradição comum, além de traduzir a alegria da comunidade pelo progresso de cada um dos seus integrantes. Pelo cerimonial se renova o sentido do símbolo, se reforça a unidade do grupo e se cria o ambiente propício à reflexão em torno dos valores que permeiam a atividade de todos os dias.

A presença estimulante do adulto

No processo de crescimento dos jovens, o educador adulto, permanecendo como tal, se incorpora alegremente ao dinamismo juvenil, dando testemunho dos valores do Movimento e ajudando os jovens a descobrir o que não poderiam descobrir sozinhos. Este estilo permite estabelecer relações horizontais de cooperação para a aprendizagem, facilita o diálogo entre as gerações e demonstra que o poder e a autoridade podem ser exercidos a serviço da liberdade daqueles a quem se educa, dirige ou governa.


O HOMEM E A MULHER QUE PRETENDEMOS OFERECER À SOCIEDADE

Desejamos que os jovens que tenham sido Escoteiros façam o seu melhor possível para ser:

Um homem ou uma mulher reto de caráter, limpo de pensamento, autêntico em sua forma de agir; leal, digno de confiança.

Capaz de tomar suas próprias decisões, respeitar o ser humano, a vida e o trabalho honrado; alegre, e capaz de partilhar sua alegria.

Leal ao seu país,mas construtor da Paz, em harmonia com todos os povos.

Líder a serviço do próximo.

Integrado ao desenvolvimento da sociedade, capaz de dirigir, de acatar leis, de participar,consciente de seus direitos, sem se descuidar de seus deveres.

Forte de caráter, criativo,esperançoso, solidário, empreendedor.

Amante de natureza, e capaz de respeitar sua integridade.

Guiado por valores espirituais, comprometido com seu projeto de vida, em permanente busca de Deus e coerente em sua fé.

Capaz de encontrar seus próprios caminhos na sociedade e ser FELIZ.