terça-feira, 27 de julho de 2010

ESCOTISMO NO BRASIL

A primeira notícia sobre o Escotismo publicada no Brasil foi no dia 1o. de dezembro de 1909, no número 13 da revista Ilustração Brasileira editada no Distrito Federal, no Rio de Janeiro, e com circulação nacional. A reportagem tinha o título : Scouts e a Arte de Scrutar; ocupava três páginas e apresentava 7 fotografias. A matéria fora preparada na Inglaterra pelo 1o. Tenente da Marinha de Guerra Eduardo Henrique Weaver, onde se encontrava a serviço. Teve, assim, a oportunidade de presenciar o nascimento do Movimento Escoteiro – Scouting for Boys, criado em 1907 pelo General Inglês Baden-Powell – B. P. Na época, juntamente com o Tenente Weaver, encontrava-se na Inglaterra numeroso contigente de Oficiais e Praças da Marinha – preparava-se para guarnecer os novos navios da esquadra brasileira em construção. Um grupo de suboficiais de entusiasmou com o revolucionário método de educação complementar imaginado por B-P. Entre eles estava o Suboficial Amélio Azevedo Marques que fez com que seu filho Aurélio ingressasse em um dos Grupos Escoteiros locais. Assim, o jovem Aurélio Azevedo Marques foi o primeiro Escoteiro Brasileiro ou, mais precisamente, o primeiro Boy Scout Brasileiro.
Quando da vinda para o Brasil, os militares trouxeram consigo uniformes escoteiros ingleses, no valor de trinta libras esterlinas. O Encouraçad "Minas Gerais", navio onde estava embarcada a maioria dos militares interessados em trazer para o Brasil o Movimento Escoteiro, chegou ao Rio de Janeiro em 17 de abril de 1910. No dia 14 de junho do mesmo ano, na casa número 13 da Rua do Chichorro no Catumbi, Rio de Janeiro, reuniram-se, formalmente, todos interessados pelo escotismo e embarcados nos navios que haviam chegado ao Brasil. Naquele local foi oficialmente fundado o Centro de Boys Scouts do Brasil. O evento foi informado aos jornais, os quais publicaram a carta recebida da Comissão Diretora. A correspondência enviada começava nos seguintes termos: À imprensa desta capital, brilhante e poderoso fator de progresso, campeã de todas as idéias nobres, vem o Centro de Boys Scouts do Brasil, solicitar o auxílio de sua boa vontade, o esteio de que necessita para que em todos os lares brasileiros penetre o conhecimento do quanto à Pátria pode ser útil a instrução dos Boys Scouts. Anexo a comunicação foi enviado documento que descrevia as Bases do Centro de Boys Scouts do Brasil que assim começava:
1o.- fica nesta data instituída uma sociedade de instrução, diversões e esportes para meninos, semelhante em tudo que for possível a dos "Boys Scouts" da Inglaterra.
O Tomo I – 1910 – 1924 Os primórdios do Escotismo do Brasil da história do Escotismo Brasileiro, de autoria do Almirante Bernard David Blower, editado pelo Centro Cultural do Movimento Escoteiro em 1994, é a publicação de referência para a obtenção de informações mais complexas sobre este assunto que está sendo abordado de maneira sucinta. Do mencionado livro, ao final do capítulo II – Introdução no Brasil, transcreve-se: infelizmente, por diversas razões, a existência do Centro (referindo-se ao Centro de Boys Scouts do Brasil) foi efêmera; entre essas razões estavam o fato que de os dirigentes do Centro viajavam constantemente e mesmo por terem alguns sido transferidos para unidades fora do Rio de Janeiro, além da falta de conhecimento do pais sobre o alcance da novel instituição concorrendo para a frequente ausência de seus filhos às atividades escoteiras de campo. Segundo informações, já em 1914 não mais existia o Centro. E mais adiante: No entanto, a semente lançada ainda daria fruto como demonstra o capítulo IV.

SCOUT - ESCOTEIRO; BOYS SCOUTS - ESCOTEIRISMO, ESCOTISMO?

Sem dúvida, os brasileiros que se encontravam na Inglaterra ao final da primeira década deste século tiveram dificuldades para traduzir os termos ingleses "Scout" e "Scouting for Boys" adotados por B-P quando criou o novo método educacional. O tenente Weaver procurou encontrar, no vasto vocabulário da língua portuguesa, palavras que tivessem o mesmo significado; optou pela linguagem escorreita, e empregou o verbo escrutar, que significa: "sondar, examinar a fundo os corações, a consciência, prescutar, fazer o possível para entrar no perfeito conhecimento das coisas; procurar descobrir o que é oculto, encoberto; indagar".
A origem é latina, de "scrutare". Usou a grafia scrutar, vocábulo cujas iniciais são as mesmas do scout / scouting. Já os Suboficiais, que haviam tomado a decisão de concretizar a implantação do método criado por Baden-Powell tão logo chegasse ao Brasil, não se preocuparam em criar uma nova palavra e usaram o termo em inglês ao designarem a instituição que fundaram no Brasil. Na Itália, a versão do "Scouting for Boys" foi "Scoutismo". Na maioria dos países de língua espanhola são usados vocábulos ingleses. Em Portugal é usado o termo Escuta.
No Brasil, os vocábulos Escoteiro e Escotismo, com os mesmo significados das palavras adotadas por B-P na sai língua, surgiram em 1914, quando da Fundação Brasileira de Escoteiros – ABE, em São Paulo como será apresentado no item IV. Só mais tarde os dicionários brasileiros acrescentaram, no verbete Escoteiro, o significado: membro de associação de meninos ou adolescentes organizada segundo o sistema de Baden-Powell. Até então, escoteiro era quem viajava livre, desembaraçado, sem comitiva, sem bagagem; e escotismo era a doutrina de Escoto, teólogo da doutrina de São Tomaz. Ao final da década de 10, sob alegação de natureza semântica, foi também adotado o termo Escoterismo, que caiu em desuso pouco mais tarde.
Surpreendentemente, no Brasil ainda ocorre a impropriedade na tradução das palavras scout e scouting usadas por Baden-Powell, no tempo em que servia no Exército Inglês. Na linguagem militar, o esclarecedor (em inglês o scout) é o observador, o batedor, a quem cabe a difícil tarefa de esclarecer (Scouting for Boys) penetrando no território inimigo, sem ser percebido, para colher informações úteis ao planejamento das operações. Assim, traduzi-los por escoteiros ou escotismo, resultará no disparate de se produzir o termo Escotismo Militar!

NOVAS "DESCOBERTAS" – 1912 A 1915

Certamente, muitos brasileiros estiveram na Europa nos anos que se seguiram à criação do Escotismo em 1907. Há notícias de mais três deles que, ao conhecê-lo, empreenderam esforços para traze-lo para o Brasil:
1o. - Dr. Mário Cardim:- Percorreu a Europa a serviço do país. Em junho de 1910, na cidade de Delft, Holanda, encontrou Escoteiros e passou a se interessar pelo Movimento. Quando em Londres, aprofundou os seus conhecimentos sobre o Escotismo, ocasião em que esteve pessoalmente com Baden Powell. Regressou em 1913 a São Paulo, onde residia, e iniciou uma campanha jornalística de divulgação do Escotismo no "Estado de São Paulo". Participou ativamente da fundação da ABE realizada em novembro de 1914.
2o. - Sra Jeronima Mesquita: - Residia em Paris e, por conta própria, mandou imprimir muitos milheiros de folhetos de propaganda com tradução do código e juramento (Lei e Promessa como denominados mais tarde) e, ainda, tradução de trabalhos de B-P. remeteu-os para São Paulo ao Dr. Ascanio Cerqueira, a quem concitava para ali fundar uma associação de escoteiros. Na primeira Diretoria da ABE, o Dr. Ascanio Cerqueira foi um dos Vice Diretores e, Secretários, o Dr. Mário Cardim.
3o. - Professor George Black:- Representou a Sociedade de Ginástica Porto Alegre – SOGIPA no Festival de Ginástica de Munique. Na sua passagem pela Alemanha encontrou-se com a organização, métodos educativos e orientação dos jovens na formação das suas cidadanias, ministrados no Grupo de Escoteiros da Sociedade de Ginástica de Munique. Colheu subsídios e, ao retornar ao Brasil, em fins de 1913, fundou um Grupo Escoteiro na SOGIPA. Em 1963 o Grupo passou a se denominar George Black.
O CCME - CENTRO CULTURAL DO MOVIMENTO ESCOTEIRO que, estatutariamente, se destina a fomentar o Escotismo, tem um programa para editar a série "ESCOTISMO BRASILEIRO". Além do primeiro livro já editado e acima referido, seguem-se os demais que correspondem a cada um dos Estados da Federação. Espera-se que, na medida em que forem sendo publicados, sejam mais bem esclarecidas as minudências da História da Escotismo das Regiões Escoteiras que integram a União dos Escoteiros do Brasil. Nesta breve notícia sobre o início do Escotismo no Brasil, por vezes, são indicados pontos controversos ou insuficientemente esclarecidos. Há que se aguardar a chegada dos novos Tomos, mesmo porque a História jamais poderá ser considerada como inteiramente esclarecida e escrita em termos definitivos. Presentemente, são escassas as informações disponíveis no CCME relativas às iniciativas para a criação de organizações escoteiras nos anos que antecederam a fundação da ABE e que, à semelhança do Centro de boys Scouts do Brasil, tiveram vida efêmera. No período de 1912 a 1915, o Escotismo foi "descoberto" nos seguintes Estados:
1 – 4 de julho de 1912: - Criação da "PATRULHA DE TREINAMENTO" no Realengo, DF, RJ, sob os auspícios do Tiro de Guerra 112. A direção era do Primeiro Tenente do Exército Antônio Freire de Vasconcellos tendo como auxiliares Gabriel Skinner, Lafayete de Oliveira e I.S. Campos. Quando for escrito o Tomo XX – História do Escotismo no Estado do Rio de Janeiro, essa notícia poderá ser ampliada.
2 – 13 de janeiro de 1913: - O Professor Curt Boett fundou em Blumenau, SC um Grupo Escoteiro. Quando for elaborado o Tomo XXV alusivo ao Escotismo em Santa Catarina, é de se esperar que esta notícia seja completada com mais dados.
3 – 1913: - \" NOTAS DE UM ESCOTISTA – 1913-1928\" escritas por Benjamim Sodré, logo na primeira página, lê-se: Encontrei na Livraria Briguet um exemplar do "LE LIVRE DE L'ECLAIREAUR" de Royet, edição de 1913. Lí-o com avidez e entusiasmei-me vivamente pelo Movimento, alimentando desde logo a idéia da organização de um Grupo no Botafogo. Em janeiro de 1913 Benjamim Sodré foi promovido a Guarda – Marinha após concluir o curso da Escola Naval. Nas referidas Notas afirmou: os estudos, o naufrágio do "GUARANY" (navio onde estava embarcado e que naufragou em outubro de 1913 quando participava de exercícios da Esquadra produzindo a morte de 8 dos seus colegas de turma) impediram-me de fazê-lo. Só em 1916 Sodré pôs em prática os ensinamentos de Baden Powell entre os jovens integrantes do Departamento Infanto-Juvenil do Botafogo Futebol e Regatas onde era jogador famoso no time do Clube. Benjamim Sodré tornou-se figura exponencial no Escotismo Brasileiro com participação efetiva pôr mais de cinqüenta anos.
Tornou-se oportuno ressaltar o fato de uma Livraria brasileira, já em 1913, oferecer ao público um livro sobre Escotismo, em versão francesa, o que comprova a rapidez de disseminação do movimento com cerca de quatro anos de sua fundação.
4 – 1914: - Há notícia da organização de um Grupo Escoteiro no Ginásio Júlio de Castilhos em Porto Alegre, RS. A iniciativa foi da Professora Camila Furtado Alves e do Tenente do Exército Tancredo Gomes Ribeiro, havendo indícios de o fato haver ocorrido em 1910. Aguarda-se a edição do Tomo XXII que irá tratar da História do Escotismo gaúcho para dirimir essa relevante dúvida.
5 – 23 de dezembro de 1914: - É instalado o GRÊMIO DOS BANDEIRANTES MINEIROS, na cidade de Rio Novo, a 45 Km. de Fora, sob a direção do Tenente Alípio Dias e inspiração do Professor Alípio de Araújo, literato e jornalista que defendeu essa denominação para traduzir Boy Scout. Em 20 de junho de 1915 é fundado o GRÊMIO DE BANDEIRANTES DE JUIZ DE FORA, que se reunia no Tiro de Guerra nº 17, sob a Presidência do Dr. Benjamim Colussi. Espera-se que o Tomo XIV apresente mais detalhes sobre aquelas meritórias iniciativas.
6 – 1915: - Por iniciativa do Comandante Anfilóquio Reis é criado um Grupo Escoteiro na 4ª Escola Masculina do Distrito Federal, sob a direção de Gelmirez de Mello, Chefe Escoteiro que veio a ser um dos lideres do Escotismo do Mar e Dirigente Nacional da União dos Escoteiros do Brasil – UEB.

ESCOTISMO EM BASES SÓLIDAS

A fundação da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCOTEIROS decorreu da convergência de esforços como anteriormente mencionado. Em 15 de agosto de 1914 realizou-se a Sessão Preparatória da Associação a ser criada em breve. A reunião contou com nomes de destaque da vida política e cultural de São Paulo, diretores de estabelecimentos de ensino como Colégio Mackensie, Colégio Anglo Americano, Escola Americana, Ginásio São Bento, Diretor da Faculdade de Medicina, Secretários de Justiça e de Segurança Pública do Estado. Alguns nomes merecem ser citados: - Dr. Mário Cardim, já mencionado anteriormente. Homem de ação, tomou as providências necessárias para a efetivação da idéia de criar a ABE; convidou rapazes de 11 a 18 anos para imediato engajamento com o Escotismo e redigiu os Ante-Projetos de Estatuto e Regularmento da nova instituição,- Júlio de Mesquita, Diretor do "Estado de São Paulo", que deu apoio entusiasta à causa, - Dr. Ascanio Cerqueira que recebeu o material informativo enviado de Paris pela Sra. Jeronima mesquita.
No dia 29 de novembro de 1914, no Skating Palace, na capital pulista, numa assembléia pública a que compareceram cerca de 600 escoteiros inscritos e mais as pessoas gradas que parte na reunião do dia 15 de agosto, além de representantes do Estado e do Município, Comando da Reunião Militar e da Força Pública e diversos Diretores de Estabelecimentos de Ensino, foram lidos pelo Dr. Mário Cardim os Estatutos e o Regularmento da Associação brasileira de Escoteiros, a seguir aprovados.
A ABE irradiou o Movimento para todo o país, com representação em Minas Gerais, Paraná, Espirito Santo, Paraíba, Amazonas, Ceará;, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina; já em 1915 existia em quase todos os Estados.
Em 1915 o Deputado Federal por São Paulo César de Lacerda Vergueiro, amigo do Dr. Mário Cardim, apresentou proposta para reconhecer o Escotismo como de Utilidade Pública. O Projeto resultou no Decreto do Poder Legislativo nº 3297 sancionado pelo Presidente Wenceslau Braz em 11 de junho de 1917 que no Art. 1º estabelecia: - \"São considerados de utilidade pública, para todos os efeitos, as associações brasileiras de escoteiros com sede no país.\"
Em 1915 é iniciada a publicação do \"JORNAL DA ABE\" edição pela Associação.
Há que se destacar outra iniciativa pioneira da ABE tomada em dezembro de 1914, logo após a sua fundação: - a criação do ESCOTISMO FEMININO em São Paulo que \"deveria seguir caminho paralelo e independente do Movimento Escoteiro do sexo masculino\". Foi criado o Departamento Feminino que contava com Mrs. Kathen Crompton como Instrutora Chefe. Houve troca de correspondência com a Gril Guide Association de Londres, presidida pela Sra. Baden Powell que encaminhou para o Brasil o Manual das Gril Guides e outras publicações técnicas. A iniciativa foi coroada de sucesso, com filiação em muitas cidades paulistas, bem como das ESCOTEIRAS DO ALECRIM no Rio Grande do Norte.
No Tomo I da História do Escotismo Brasileiro há um capítulo tratando especialmente de A MULHER NO ESCOTISMO. O livro descreve, também, as circunstâncias em que, na cidade do Rio de Janeiro, em 13 de agosto de 1919, foi fundado o Movimento Bandeirante do Brasil que sem nenhum vínculo institucional com o Movimento Escoteiro.
Em 1916 é instalada a primeira Escola de Chefes da ABE sob a direção do Coronel Pedro Dias de Campos, que fez parte da primeira Diretoria da Associação. No então Distrito Federal, no Rio de Janeiro, o prefeito Azevedo Sodré, tendo, em 1915, recebido os folhetos da ABE, introduziu a instalação do Escotismo nas Escolas Públicas.
Em 1917, sob o patrocínio da ABE, foi realizado em São Paulo um Congresso Escoteiro, o primeiro do Brasil. Dispõe-se de poucos dados sobre aquele evento; da mesma maneira, aguarda-se a edição do Tomo XXVII alusivo à História do Escotismo de São Paulo para enriquecer esta informação tão relevante.
Incontestavelmente, a fundação da ABE em São Paulo se constituiu no fato decisivo para a consolidação do Escotismo no Brasil. Foi condição necessária; mas não foi suficiente para impedir o seu crescimento desordenado.

CRESCIMENTO DESORDENADO

A partir de 1915, em todo o Brasil, passaram a despontar várias organizações escoteiras, algumas delas influenciadas pela atuação da ABE; outras tantas, por iniciativa própria. Há registro de:
1915: - Associação Pernambucana de Escoteiros; Associação de Boys Scouts de Vitória; Comissão Regional de Escoteiros do Paraná; Associação Paranaense de Escoteiros; Legião Amazonense de Escoteiros.
1916 – Grupo Escoteiro do Fluminense Football Club no Rio de Janeiro com a marcante participação da Sra. Jeronima Mesquita juntamente com Guilhermina Guinle e Arnaldo Guinle e Marco Pollo. Os dois últimos escreveram e editaram, no mesmo ano, O LIVRO DO ESCOTEIRO com introdução de Olavo Bilac e Coelho Neto, o que se constituiu no primeiro Manual Escoteiro editado no Brasil.
1917 – É fundada a Associação Maranhense de Escoteiros, informação que poderá ser ampliada no Tomo XI que irá tratar do Escotismo maranhense em particular e poderá revelar as circunstância em que foi tomada aquela iniciativa.
Em 29 de janeiro de 1917 foi fundada a LIGA DE DEFESA NACIONAL influenciada por Olavo Bilac, grande incentivador do Escotismo e batalhador pelo fomento do civismo no Brasil. Logo após a sua criação, a ABE aderiu à Liga de Defesa Nacional que, em 17 de abril de 1917, enviou correspondência às Associações de Escoteiros do Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Pernambuco pedindo-lhes que essas Associações se filiassem à de São Paulo. No ofício, a Liga de Defesa Nacional \"comprometeu-se a fornecer a todas as Associações co-irmãs todas as informações necessárias ao funcionamento dos batalhões e enviando-lhes todas as publicações que já está distribuindo e vai distribuir\". Foi aquela a primeira tentativa para centralizar o Movimento Escoteiro no Brasil evitando o seu crescimento desordenado.
Em 15 de novembro de 1917 foi criada a primeira Tropa de Escoteiros Católicos do Brasil na Paróquia de São João Baptista da Lagoa, no Rio de Janeiro, constituindo-se na Associação de Escoteiros Católicos daquela Paróquia. Até então, nas organizações escoteiras criadas no Brasil, incluindo-se a ABE, era adotado o sistema leigo como regime em suas Tropas.
Em 1919 surgiu a segunda Tropa de Escoteiros Católicos na Escola Popular de São Bento. Havia outras Tropas em pespectiva de fundação, mais imperou o bom senso de não criá-las sem que se pudesse contar com chefes competentes de modo a só se criarem Tropas bem dirigidas. O Dr. E. Peixoto Fortuna participou, com destaque, na criação daquelas duas Tropas. Como Presidente da União Católica Brasileira, o Dr. Peixoto Fortuna resolveu nela criar uma Escola de Instrutores que se instalou em 1º de agosto de 1919. Ultrapassando as dificuldades inicias, em 1920 a Escola já havia formado seis turmas, o que propiciou a criação da ASSOCIAÇÃO DE ESCOTEIROS CATÓLICOS DO BRASIL, instituição que paulatinamente, tornou-se importante e cresceu em efetivo.
Ainda em 1919 a nova Associação iniciou a edição do tabloide \"O ESCOTEIRO\". Os cincos primeiros números eram de propriedade da casa instalada no Rio de Janeiro \"LA VILLE DE PARIS\"; no cabeçalho, contava o seguinte: ÓRGÃO DEDICADO À DIVULGAÇÃO DO ESCOTISMO NO BRASIL – PARA DISTRIBUIÇÃO GRATUITA. A loja Ville de Paris tinha uma Seção de Escotismo \"com uniformes completos e todos os artigos necessários aos Escoteiros\". Em 1925, O ESCOTEIRO tornou-se o órgão oficial da UEB.
Em 1921, aquela Associação realizou um Jamboree intergrupos que se constituiu em assinalado triunfo para os Escoteiros Católicos. Com o nome de ASSOCIAÇÃO DE ESCOTEIROS CATÓLICOS DO BRASIL teve seu Estatuto aprovado, em 11 de junho de 1921, pelo Monsenhor Vigário-Geral do Rio de Janeiro. Logo depois, a Associação filiou-se à Organização Internacional, com sede em Londres, tornando-se, assim, a primeira e única Associação Escoteira brasileira reconhecida internacionalmente, situação que, mais tarde, passou a ser desfrutada pela UEB.
Em 1922, Àquela Associação filiou-se, na condição de co-fundadora, o Office Internacional des Scouts Catholique, com sede em Roma, sob as vistas do Papa e presidido pelo Conde Mário de Carpegna, líder do Escotismo Católico Internacional.
Demonstrando maturidade, no número de julho de 1920 do O ESCOTEIRO, editado pela Associação católica, aventou-se o plano da realização de um Congresso Escoteiro no rio de Janeiro, evento que foi realizado em 1922 e repetido em 1923. Paralelamente com os Congressos, foram realizados Jamboree que a Associação Católica considerou como tendo sido os primeiros efetivados no Brasil. Foi editado o \"LIVRO DOS CONGRESSOS ESCOTEIROS DO BRASIL – 1922-1923. PRIMEIRO E SEGUNDO JAMBOREE BRASILEIROS. THESES E RELETÓRIOS\". O Tomo I da História do Escotismo Brasileiro dedica o Capítulo VI aos CONGRESSOS E JAMBOREES realizados até 1924 e menciona os nomes dos membros dos Congressos, na maioria do Distrito Federal, mas contando também com representantes da ABE de São Paulo, Associação dos Escoteiros do Pará, Liga Amazonense de Escoteiros, Associação de Escoteiros do Alecrim, RN.; relaciona as moções, notas e propostas aprovadas e as Teses apresentadas, com os nomes dos sues autores e dos dois relatores de cada uma delas. Presidiu os dois Congressos o Dr. João E. Peixoto Fortuna.
A idéia da realização dos Jamborees foi levada em 1921 pelo chefe Gabriel Skinner. Continham uma parte escoteira e outra esportiva e alcançaram pleno sucesso.
A Igreja Metodista Americana do Rio de Janeiro, em1916, fundou uma Tropa de Escoteiros com o nome \"Union Church Boy Scouts\" que, em 1920, deixou o patrocínio da Igreja; passou a ser dependente e, no Conselho de Chefes realizado em 14 de maio de 1921, ficou decidido mudar o nome para "1st Rio Baden Powell Boys Scouts", e assim se registrou no "Boy Scouts Association" de Londres. Passou então a seguir rigorosamente as normas do Escotismo inglês, sendo suas publicações, uniformes e distintivos vindo da Inglaterra; aceitava jovens, não só ingleses, mas também de outras nacionalidades que falassem inglês, em Niterói, então capital do antigo Estado do Rio de Janeiro, havia uma Tropa filiada que denominava \"1st Nictheroy Baden Powell Group\". As Tropas funcionaram naqueles moldes até 1942, quando foi decretada a nacionalização de todas as entidades estrangeiras, ocasião em que se associaram à Modalidade do Ar.
O Autor do Tomo I da História do Escotismo Brsileiro, Almirante Bernard David Blower, residiu quando jovem, em Niterói; ao final da década de 30, foi Escoteiro do \"1st Nictheroy Baden Powell Group\". Presentemente, aquele ilustre militar brasileiro é o Presidente do Conselho Deliberativo do Centro Cultural do Movimento Escoteiro.

DESPONTA O REGENTE

No sentido figurativo, ao se iniciar a década de 30, havia considerável número de músicos, ou seja, de instituições escoteiras, firmemente empenhadas em executar as partituras que elas próprias haviam escrito. Faltava o Regente, com a batuta de Maestro, para definir o tom e Conduzí-los na execução da grande sinfonia escrita por B-P. naqueles anos, o Chefe Benjamim Sodré, o Velho Lobo, mantinha uma Seção sobre Escotismo na Revista infanto juvenil "O TICO TICO". Na edição do dia 32 de janeiro de 1924 publicou um artigo que refletia a conjuntura do Escotismo àquela época, como se vê; a seguir:
Um exemplo a seguir pelas Associações de Escotismo no Brasil
O Escotismo pode-se considerar definitivamente firmado entre nós. Já se passou, aquele período de propaganda vivíssima em que era quase um dever só entoar loas, e esconder os defeitos.
Hoje pode-se sem perigo apontar os males. E esse é o dever.
Entre nó quatro grandes associações dirigem o movimento escoteiro nacional: a Associação Brasileira de Escoteiros, com sede em São Paulo, Associação de Escoteiros Catholicos do Brasil, a Comissão Centra de Escotismo e a Confederação Brasileira de Escoteiros do Mar, com sede no Rio.
Refletindo o espírito de pouca harmonia dos brasileiros que vivem a brigar; essas associações se correspondem, se entendem, mas não se ligam.
Sofre com isso o Escotismo, que se desenvolve entre nós sem a precisa uniformidade, e sofre o nome do Brasil, que de outro modo poderia figurar entre as grandes potências escoteiras, cousa que não é de desprezar hoje, quando o escotismo tem por mais de uma vez ocupado a atenção e sugerido discussões na Liga das Nações.
Um paíz possuir cem, duzentos mil escoteiros deve ser, forçosamente, uma razão de consideração no conceito demais. Nós caminhamos para esses números, mas como nossos esforços são dispersos, aparecem sempre informações parciais.
Tentativas têm sido feitas para reunir as Associações, mas todas vãs, porque ora a vaidade de domínio, ora pequeninas questões pessoais conservam afastadas forças preciosas que deveriam unir, valendo pelo dobro.
É, um dever de todos, deste o mais pequenino escoteiro até ao mais importante Chefe, procurar criar uma atmosfera de harmonia entre todas as associações, para que elas se liguem constituindo uma confederação geral que possa representar o Escotismo do Brasil.
A seguir, Velho Lobo referiu-se ao exemplo do Escotismo francês e concluiu: Isso viria resolver o nosso caso. Nenhuma associação seria mais do que a outra, todas estariam no mesmo pé de igualdade e, suprema aventura, alguém poderia falar pelos \"Escoteiros do Brasil\", que já são tão numerosos mas que devem conservar-se mudos e desconhecidos porque são desunidos.
No dia 7 de setembro de 1924 o Padre Leovigildo França, Vice-Presidente da Associação de Escotismo Católicos, realizou interessante Conferência sobre o Escotismo. O ilustre Prelado fora o Chefe da Delegação que representou o país no Grande Jamboree Internacional em Copenhague. Sua Conferência, ilustrada com projeções, deu uma impressão muito nítida do que foi aquela grande concentração escoteira mundial. O Velho Lobo assistiu à Conferência e, comovido, afirmou: \"Para o futuro, o Brasil se deve representar, em qualquer reunião internacional, não por uma delegação de uma de suas Associações, mas por uma Delegação de Escoteiros do Brasil\". A seguir renovou o seu apelo feito em janeiro em \"O TICO TICO\" e remeteu cartas ou fez contatos pessoais com os principais responsáveis pelas Instituições Escoteiras convocando-os para se reunirem com o fim de criarem uma Associação Nacional do Escotismo Brasileiro. Com exceção do representante da Associação Brasileira de Brasileira de Escoteiros, de São Paulo, todos os demais atenderam ao convite. Passaram a se reunir, seguidamente, na sede do Clube Naval, no Centro da cidade do Rio de Janeiro. Dado o grande interesse e a boa vontade de todos, a tarefa foi fácil e, em 4 de novembro de 1924, foi fundada a UNIÃO DOS ESCOTEIROS DO BRASIL – UEB. Sua primeira sede provisória foi no Clube Naval.
A UEB iniciou sua vida pela justaposição de Federações que praticavam o Escotismo por conta própria. Haviam elas construído seus patrimônios, suas culturas próprias e gozavam de plena independência. No primeiro Estatuto da UEB houve a preocupação em preservar a autonomia de que desfrutavam as Federações. Foram necessários vinte e seis anos para que, em 1950, se consolidasse a completa integração do Movimento Escoteiro no Brasil. No bojo da imprescindível reforma foram extintas todas as federações, incluindo-se, obviamente, as de Terra, Mar e Ar, e se desfez a tradicional trindade encontrada na natureza e que se refletia no Escotismo brasileiro; surgiram as modalidades Básica, Mar e Ar.
Matéria elaborada pelo CENTRO CULTURAL DO MOVIMENTO ESCOTEIRO em janeiro de 1999.

ESCOTISMO

Escotismo, fundado por Lorde Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907, é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, baseado na Promessa e na Lei escoteira, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.

PROMESSA ESCOTEIRA

A promessa escoteira sintetiza o embasamento moral do Movimento Escoteiro. No momento da Promessa, os membros do Movimento comprometem-se voluntariamente a conduzirem-se de acordo com a orientação moral do Movimento, reconhecendo a existência de deveres que têm de ser cumpridos. Os elementos da Promessa Escoteira estão contidos nos Princípios do Movimento Escoteiro.

LEI ESCOTEIRA

Conceitos inerentes à Lei Escoteira

Honra, integridade, lealdade, presteza, amizade, cortesia, respeito e proteção da natureza, responsabilidade, disciplina, coragem, ânimo, bom-senso, respeito pela propriedade e auto-confiança.
Quando Baden-Powell idealizou a Lei Escoteira, decidiu não estabelecer leis proibitivas, mas conceitos para formação de pessoas benévolas, para que, desta forma, o jovem escoteiro tivesse onde se espelhar e pudesse se orientar.

Os dez artigos da Lei Escoteira

1. O ESCOTEIRO TEM UMA SÓ PALAVRA; SUA HONRA VALE MAIS DO QUE A PRÓPRIA VIDA.
"A Honra para um Escoteiro é ser digno de toda confiança. Como um Escoteiro, nenhuma tentação, por maior que seja, e embora seja secreta, irá persuadi-lo a praticar uma ação desonesta ou escusa, mesmo muito pequena. Você não voltará atrás a uma promessa, uma vez feita. A palavra de um Escoteiro equivale a um contrato. Para um Escoteiro, a verdade, e nada mais que a verdade." Baden-Powell
2. O ESCOTEIRO É LEAL.
"O Escoteiro é leal à Pátria, à Igreja, às autoridades do governo, aos seus pais, seus chefes, seus patrões e aos que trabalham como seus subordinados. Como um bom cidadão, você é de uma equipe, jogando o jogo honestamente, para o bem do conjunto. Você merece a confiança do governo de sua pátria, do Movimento Escoteiro, dos seus amigos e companheiros de Patrulha, de seus patrões ou de seus empregados, que esperam que você seja correto, fazendo o melhor possível, em benefício deles, ainda quando eles não correspondem sempre bem ao que você espera deles. Além disso, você é leal também a si mesmo; você não quer diminuir seu respeito a si mesmo jogando mal de propósito; nem vai querer decepcionar ou ficar em falta com outro homem, nem, tampouco, com outra mulher." Baden-Powell
3. O ESCOTEIRO ESTÁ SEMPRE ALERTA PARA AJUDAR O PRÓXIMO E PRATICA DIARIAMENTE UMA BOA AÇÃO.
"O dever do Escoteiro é ser útil e ajudar a todos. Como Escoteiro, seu mais alto objetivo é servir. Você deve merecer a confiança de que, em qualquer ocasião, estará pronto a sacrificar tempo, trabalho, ou, se necessário, a própria vida pelos demais. O sacrifício é o sal do serviço." Baden-Powell
4. O ESCOTEIRO É AMIGO DE TODOS E IRMÃO DOS DEMAIS ESCOTEIROS.
"É amigo ou irmão, não importando a que país, classe ou credo o outro possa pertencer. Como Escoteiro, você reconhece as demais pessoas como sendo, com você, filhos do mesmo Pai, e não faz caso de suas diferenças de opinião, casta, credo ou país, quaisquer que elas sejam. Você domina os próprios preconceitos e procura encontrar as boas qualidades que tenham; o defeito deles qualquer um pode criticar. Se você põe em prática esse amor pelas pessoas de outros países e ajuda a fazer surgir a paz e a boa vontade internacionais, isto será o Reino de Deus na terra. O mundo inteiro é uma fraternidade." Baden-Powell
5. O ESCOTEIRO É CORTÊS.
"Como os antigos cavaleiros, você, sendo um Escoteiro, é, sem dúvida, polido e atencioso com as mulheres, velhos e crianças. Mas, além disso, você é polido mesmo com aqueles que estão contra você. Aqueles que têm razão, não precisam perder a calma; aqueles que não têm razão, não podem se dar ao luxo de perdê-la." Baden-Powell
6. O ESCOTEIRO É BOM PARA O ANIMAIS E AS PLANTAS.
"Você reconhecerá como companheiras as outras criaturas de Deus, postas, como você, neste mundo, durante certo tempo, para gozar suas existências. Maltratar um animal é, portanto, um desserviço ao Criador. Um Escoteiro deve ter um grande coração." Baden-Powell
7. O ESCOTEIRO É OBEDIENTE E DISCIPLINADO.
"O Escoteiro obedece, de boa vontade, sem vacilar, às ordens de seus pais, Monitores e Chefes. Como Escoteiro, você se disciplina e põe-se, profunda e voluntariamente, às ordens das autoridades constituídas, para o bem geral. A comunidade mais feliz é a comunidade mais disciplinada; a disciplina, porém, deve vir do íntimo, e nunca ser imposta de fora. Por isso, tem um grande valor o exemplo que você der aos demais nesse sentido." Baden-Powell
8. O ESCOTEIRO É ALEGRE E SORRI NAS DIFICULDADES.
"Como Escoteiro você será visto como o homem que não perde a cabeça e que agüenta qualquer crise com ânimo alegre, coragem e otimismo." Baden-Powell
9. O ESCOTEIRO É ECONÔMICO E RESPEITA O BEM ALHEIO.
"Como Escoteiro, você olhará para o futuro e não irá dissipar tempo e dinheiro com prazeres do momento, mas, ao contrário, fará uso das oportunidades do momento tendo em vista o futuro sucesso. Você fará isso com a idéia de não ser um ônus, mas uma ajuda para os demais." Baden-Powell
10. O ESCOTEIRO É LIMPO DE CORPO E ALMA.
"O Escoteiro é limpo em pensamento, palavra e ação. Como Escoteiro, espera-se que você tenha não só uma mente limpa, como também uma vontade limpa; seja capaz de controlar quaisquer tendências intemperadas do sexo; dê um exemplo aos demais sendo puro, franco, honesto em tudo que pensa, diz ou faz." Baden-Powell

VALORES DO MOVIMENTO ESCOTEIRO

Missão

A missão do escotismo é contribuir para a educação do jovem, baseado em sistema de valores baseados na Promessa e na Lei Escoteira, ajudando a construir um mundo melhor, aonde se valorize a realização individual e a participação construtiva em sociedade.

Visão

O Movimento Escoteiro, é um movimento global que produz uma real contribuição na criação de um mundo melhor.

Princípios do Escotismo

A Organização Mundial do Movimento Escoteiro define como Princípios do Escotismo:
  1. Dever para com Deus (crença e vivência de uma fé, independentemente de qual seja);
  2. Dever para com os outros (participação na sociedade, boa ação, serviço ao próximo);
  3. Dever para consigo próprio (crescimento saudável e auto desenvolvimento).

Desenvolvimento físico

Proporcionar o desenvolvimento físico do jovem por meio de jogos ao ar livre, exercícios, excursões e acampamentos.

Desenvolvimento moral

A finalidade é o caráter com um propósito. E o propósito é que essa geração seja sadia no futuro, para desenvolver a mais alta forma de compreensão e dever para com Deus, pátria e próximo.

Desenvolvimento intelectual

Dá-se uma preparação adequada pelo conhecimento adquirido em cada uma das etapas como cozinha; campismo, nós, natação e salvamento; primeiros socorros; regras de segurança, orientação, transmissão de sinais, estudo da natureza, entre outros.

MÉTODO ESCOTEIRO

1. ACEITAÇÃO DA LEI E DA PROMESSA ESCOTEIRA
Todos aqueles que querem fazer parte do Movimento Escoteiro devem aceitar a Lei e a Promessa Escoteira, e o fazem voluntariamente, pois ninguém é obrigado a ser Escoteiro. Aceitar a Lei e a Promessa significa prometer vivenciá-las, assumir um compromisso de vida, um código de ética e de comportamento. Ninguém é obrigado a aceitar a Lei e a Promessa, mas a partir do momento que o faz espera-se um esforço para observá-las.
2. APRENDER FAZENDO
O Escotismo prega o aprendizado pela prática, pela ação, valorizando o treinamento para a autonomia baseado na autoconfiança e iniciativa, desenvolvendo os hábitos da observação e dedução. 
Não usamos aulas para transmitir informações ou impingimos aos jovens exercícios teóricos com o objetivo de adquirir conhecimento. Nós preferimos fazer com que todos aprendam com a prática e que o erro seja visto como um passo em busca do acerto. Os jovens devem ser incentivados a desenvolverem suas habilidades e gostos pessoais, cabendo ao Escotista criar oportunidade para tal. 
3. VIDA EM EQUIPE
A vida em equipe significa a integração a pequenos grupos, que são as unidades de trabalho nas Seções. O pequeno grupo possibilita a descoberta progressiva de responsabilidade e prepara o autocontrole, por meio da disciplina consciente assumida voluntariamente além de desenvolver a capacidade tanto para liderar quanto para cooperar. 
Nos Ramos Escoteiro e Sênior este ponto é aplicado sob o nome de Sistema de Patrulhas. 
4. ATIVIDADES PROGRESSIVAS, ATRAENTES E VARIADAS
As atividades são o elemento que dispomos para atrair os jovens no Movimento Escoteiro. Para tal, é necessário que se atendam aos anseios, as características e necessidades de cada faixa etária. As atividades definidas, programadas com a participação dos jovens de acordo com cada Ramo, asseguram seu interesse e seu envolvimento. Eles vão ao Grupo para se divertir e nós utilizamos as atividades para ajudá-los na sua auto-educação. 
As atividades devem ser programadas de maneira progressiva não somente em duração, mas em termos de exigências de técnicas, habilidades e amadurecimento e de oferecer aos jovens desafios e aventuras de acordo com a sua evolução no Grupo, ou vivência dos diferentes Ramos. 
As atividades devem ser atraentes e variadas. Elas serão atraentes quando afinadas com os desejos e necessidades dos jovens. 
As atividades escoteiras compreendem jogos, capacitação em técnicas úteis estimuladas por um sistema de distintivos, a vida ao ar livre e em contato com a natureza, a interação com a comunidade, a Mística Escoteira e o Ambiente Fraterno. 
5. DESENVOLVIMENTO PESSOAL COM ORIENTAÇÃO INDIVIDUAL
O chefe escoteiro deve acompanhar o desenvolvimento de cada jovem individualmente. Deve identificar suas qualidades e deficiências para melhor orientá-lo e criar oportunidades para que ele se supere. Manifestar interesse pelas coisas que ele faz, gosta, oferecer ajuda e orientação são alguns passos para conquistar a amizade do jovem. 
Portanto, o chefe deve considerar a realidade e o ponto de vista de cada jovem, identificar as potencialidades de cada um e dar o exemplo
Individualmente, muitos desses pontos são ferramentas de outras formas de educação. Mas no escotismo eles fazem parte de um todo, tornando o Método escoteiros único.
Os elementos atuam como uma rede, e podem ser visto singularmente como:
  • Cada um tem uma função específica;
  • Interação de cada um reforça o mesmo;
  • Contribuí para toda proposta a ser atingida.
Uma importante característica do sistema é a sinergia criada, o efeito do sistema é muito maior do que um elemento sozinho. Cada elemento do Método tem função educacional; cada elemento completa o impacto do outro. Se algum elemento se perde ou não é utilizado propositadamente, o sistema não pode servir para a proposta inicial - o progressivo e holístico desenvolvimento do jovem.
O Método Escoteiro foi desenvolvido para estimular o desenvolvimento do jovem para além dos anos de escotismo. Isso significa que funciona para todos os jovens mesmo que ele tenha oitenta anos.
Pode parecer que há um erro, uma pessoa não pode estar fisicamente em contato com o mundo natural e dando suporte a um hospital, mas ela pode sim conter elementos da natureza como um plano de fundo, ou mesmo presente utilizando métodos que não deteriorem a natureza, por exemplo.

O sistema natural de progressão de auto-educação

O Método Escoteiro é um sistema de progressão, a intenção é estimular que cada jovem desenvolva suas capacidades e seus interesses. Ele faz isso colocando desafios a serem superados, aventuras, incentivando a explorar, a descobrir, a experimentar, a inventar e a criar a capacidade de achar soluções; mas sempre respeitando-os individualmente, suas barreiras.

MODALIDADES

Existem três vertentes do Escotismo, diferenciando somente no foco de suas atividades, mas preservando os valores:

Modalidade Básica

A Modalidade Básica, caracterizada pelo escoteiro típico, sendo a modalidade com o maior número de integrantes, apresenta grande flexibilidade de atividades e com formação geralmente mais voltada para a atividade excursionista, campismo e montanhismo.
Os acampamentos exigem inúmeras técnicas escoteiras, dentre elas a que se destaca é a pioneiria, uma forma de suprir a necessidade de móveis e como um modo de proteção, normalmente constituídas por troncos de madeira e unidas através de amarras.

Modalidade do Mar

O que caracteriza o Escotismo Modalidade do Mar é que eles realizam suas atividades preferencialmente na água, onde quer que exista água em quantidade e profundidade suficientes para que uma embarcação possa navegar, seja ela de que tipo for. Sendo assim podem existir Escoteiros do Mar, seja esta água de mar, de rio, lago, lagoa ou pantanal. Procurando desenvolver nos jovens o gosto pela vida no mar, pelas artes e técnicas marinheiras, pela navegação à vela e a motor, pelas viagens e transportes marítimos, pela pesca, pelo estudo da oceanografia, pela exploração e pelos esportes náuticos, incentivando o culto das tradições da marinha. A gama de atividades que podem ser realizadas é enorme, indo da tradicional navegação a remo até mergulho ou windsurf.

Modalidade do Ar

O Escotismo Modalidade do Ar procura desenvolver nos jovens, além dos valores da Modalidade Básica, o gosto pelo aeromodelismo, aeroplanos, pelos problemas de aeroportos, aeronavegação, aeropropulsão, pelo pára-quedismo e pelos esportes aéreos, pelo estudo da meteorologia e da cosmografia, pelo mundo aeroespacial e pela cosmonáutica, incentivando o culto das tradições da aeronáutica do país.
As ênfases educativas das Modalidades do Mar e do Ar são sugeridas aos Ramos Escoteiro e Sênior. No Ramo Lobinho o desenvolvimento nas Modalidades do Mar e do Ar ocorrem sob forma de atividades especiais, especialidades, etc. No Ramo Pioneiro se reflete em Projetos de Equipes de Interesse.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

JAMBOREE NACIONAL DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA


de 26 de julho a 4 de agosto de 2010













O Jamboree Nacional dos Estados Unidos da América (EUA) será realizado de 26 de julho a 4 de agosto de 2010, em Fort Hills, Virginia, para comemorar os 100 anos do Escotismo naquele país.





24ª CONFERÊNCIA ESCOTEIRA INTERAMERICANA

de 14 a 19 de agosto de 2010, na Cidade do Saber, Panamá


A Conferência Escoteira Interamericana é o órgão máximo da Região Interamericana e se reúne a cada três anos, sempre em um país diferente (definido pela Conferência anterior) e no ano que antecede a Conferência Escoteira Mundial. A próxima Conferência Escoteira Interamericana será realizada na Cidade do Panamá, Panamá, de 14 a 19 de agosto de 2010.
A delegação brasileira será composta de 6 delegados, observadores, acompanhantes e membros do Comitê Organizador de 2011 e o Chefe de Delegação é o nosso Comissário Internacional Adjunto, Ricardo Stuber.

ARQUIVOS RELACIONADOS

CONFERÊNCIA PANAMÁ - Taxa em Reais 
Boletim 03 - maio/2010
Boletim 02 - abril/2010
Boletim 01 - fevereiro/2010
Formulário de Reserva - Country Inn
Formulário de Reserva - Hollyday Inn
Formulário de Reserva - Villas
Ficha de inscrição





13º MOOT MUNDIAL


de 27 de julho a 07 de agosto de 2010, em Nairobi, Quênia





Participantes: 2.500 vagas para aqueles com idades entre 18 e 26 anos na data do Mutirão.
Equipe Internacional de Serviço: 390 para aqueles maiores de 26 anos na data do Mutirão.
Está interessado em participar? Escreva para ueb.inter@escoteiros.org.br.

RESULTADO DELEGAÇÃO FÓRUM ESCOTEIRO MUNDIAL DE JOVENS - BRASIL 2011


Na última sexta-feira, Rafael Raizer, Coordenador do Processo de Seleção para o Fórum Mundial de Jovens, divulgou o resultado final.




É com grande satisfação que chega o momento de anunciarmos o resultado do Processo de seleção e preparação dos representantes brasileiros para o Fórum Escoteiro Mundial de Jovens, Brasil 2011.

Ao todo, foram 9 jovens inscritos de um total de 5 Regiões Escoteiras. Estima-se que este processo tenha sido divulgado, diretamente, a cerca de cinco mil pessoas, entre jovens, escotistas e dirigentes.

Este processo de seleção foi criado e proposto pelo Núcleo Nacional de Jovens Líderes, em conjunto com a Comissão Nacional de Relações Internacionais, tendo sido aprovado pela Diretoria Executiva Nacional da União dos Escoteiros do Brasil.

Fizeram parte do Comitê de Seleção 5 pessoas, sendo: 2 membros ou ex-membros da Rede Nacional, 2 membros do nível nacional da UEB e 1 Membro da Comissão Nacional de Relações Internacionais, a saber:
Rafael Macedo
Vice-Presidente do Conselho de Administração Nacional
Ex-Membro da Rede Nacional de Jovens Líderes

Marcelo Xaud
Membro do Conselho de Administração Nacional
Ex-Membro da Rede Nacional de Jovens Líderes

Alessandro Garcia Vieira
Diretor de Métodos Educativos – DEN

Marco Aurélio Romeu Fernandes
Vice-Presidente da Diretoria Executiva Nacional

Melissa Martins Casagrande
Membro da CNRI - Comissão Nacional de Relações Internacionais
Ex-Coordenadora da Rede Interamericana de Jovens

Todos os candidatos foram, ainda, entrevistados em inglês por Ricardo Stuber, Comissário Internacional Adjunto e Ex-Membro da Rede Nacional de Jovens Líderes.

Assim, foram os seguintes os selecionados, nesta ordem, ao Fórum Mundial de Jovens, após pareceres de nosso Comitê de Seleção:

Delegados:
Felipe Eduardo Portela de Paulo (RJ)
Fernanda Vogt Del Massa (RJ)

Observadores:
Cristine Bohrer Ritt (RS)
Louise Vendramini (PR) e
Tiago Lacerda Queiroz Carvalho (SC)

Os demais candidatos, farão parte da lista de suplência, na seguinte ordem:

1º Suplente: Luissa Hikari Hayashi Araujo (PR) e
2º Suplente: Pedro Tiê Lima Rodrigues (RJ)
3º Suplente: Gabriel Andrade Perdigão (MG)

Houve, ainda, a desistência de um candidato ao longo do processo.

Conforme definido no documento base, será uma prerrogativa apenas dos delegados a possibilidade de uma eventual candidatura à função de Assessor Juvenil, sendo que o nome do candidato deverá ser definido em comum acordo pelos 5 jovens selecionados.

A partir de agora os selecionados estão convocados para, em conjunto com o Núcleo Nacional de Jovens e a Comissão Nacional de Relações Internacionais, dar seguimento as fases III (Preparação), IV (Representação) e V (Resultados).

Agradecemos a todos aqueles que apoiaram a divulgação deste processo, aos membros do comitê e aos candidatos pelo excelente trabalho realizado.

Sempre Alerta Para Servir!!

Rafael Raizer
Comunicador do Núcleo Nacional de Jovens dos Escoteiros do Brasil

III CONCURSO NACIONAL DE FOTOGRAFIA



O III Concurso Nacional UEB de Fotografia, é uma iniciativa da União dos Escoteiros do Brasil, aberto à participação de qualquer pessoa associada à União dos Escoteiros do Brasil, fotógrafo amador ou profissional. O objetivo deste concurso consiste em estimular, reconhecer e divulgar imagens criadas por fotógrafos que encontram no Movimento Escoteiro a inspiração de sua criatividade.




REGULAMENTO

Artigo Primeiro (Participantes)

A participação no concurso é individual e podem participar todos os membros da União dos Escoteiros do Brasil, membro juvenil ou adulto, dentro das seguintes CATEGORIAS:
1. Categoria Lobinho, para crianças registradas na UEB como Lobinhos ou Lobinhas;
2. Categoria Escoteiro, para jovens registrados na UEB como Escoteiros ou Escoteiras;
3. Categoria Sênior, para jovens registrados na UEB como Seniores ou Guias;
4. Categoria Pioneiro, para jovens registrados na UEB como Pioneiros ou Pioneiras; e
5. Categoria Adulto, para adultos registrados na UEB como Escotistas ou Dirigentes.

Artigo Segundo (Tema)

O tema da terceira edição do Concurso Nacional UEB de Fotografia é “Escotismo na minha vida é...”
 

Artigo Terceiro (Trabalhos)

As fotografias podem ser a cores ou em preto e branco.
As fotografias deverão estar ampliadas no formato 20x25 centímetros, em papel fotográfico fosco ou brilhante, contendo no verso etiqueta adesiva com as seguintes informações: Nome completo do participante, categoria de participação, número do registro institucional, nome do Grupo Escoteiro, numeral e Região Escoteira, telefones de contato, e-mail de contato, título do trabalho.
O pedido de inscrição deve ser acompanhado de um CD contendo as fotografias participantes em imagem(ns) em alta resolução (2 megapixel ou 2360 x 2950 pixel, no formato jpg), acompanhadas da respectiva ficha de inscrição (Anexo I ) devidamente preenchida e assinada.
Os membros do Movimento Escoteiro fotografados deverão usar traje ou uniforme escoteiro, de acordo com as normas estabelecidas pela União dos Escoteiros do Brasil no POR. As atividades que exigem condições específias, principalmente aventureiras, o traje e/ou uniforme pode ser dispensado desde se utilize elementos que identifiquem o Movimento Escoteiro.
Não serão admitidas no concurso fotografias resultantes de montagem, colagem ou manipulação, laboratorial ou digital, de mais de uma imagem e/ou fotografia.
Não poderá ser apresentada nenhuma fotografia cujos direitos de propriedade intelectual não pertençam integralmente ao participante do concurso.
O participante assume qualquer responsabilidade relacionada com os direitos de imagem do(s) modelo(s) e de qualquer pessoa que apareça na(s) fotografia(s).
Qualquer fotografia que desrespeite os Direitos Humanos ou a legislação brasileira será automaticamente desclassificada.
Nenhuma fotografia enviada para o concurso será devolvida.
A organização não se responsabilizará por danos ou extravios de fotografia, ocorridos antes de sua recepção.
 

Artigo Quarto (Prazo de Entrega)

Não será admitida nenhuma inscrição após a data indicada.
Os envelopes cujo carimbo dos correios ou empresa equivalente tenha data posterior à data limite não serão considerados válidos para concurso.
As inscrições estarão abertas do dia 15 de junho a 31 de outubro de 2010.
 

Artigo Quinto (Júri)

Os critérios adotados pelo júri para eleição dos vencedores serão: o enquadramento no tema, a qualidade, a originalidade e a criatividade das fotografias apresentadas.
A decisão do júri é soberana, não sendo admitido qualquer recurso.
O júri reserva-se o direito de não atribuir quaisquer das classificações previstas no regulamento caso considere que as fotografias enviadas não reúnam as características de avaliação e classificação dos trabalhos definidos por este regulamento.
O júri será formado a convite da Diretoria Executiva Nacional, observando participação de profissionais da área de fotografia e comunicação, e representantes da Direção Nacional da UEB.
 

Artigo Sexto (Prêmios)

Serão conferidos prêmios aos três primeiros colocados em cada categoria. As melhores fotografias ficarão em exposição na III Mostra de Fotografias da União dos Escoteiros do Brasil no XVII Congresso Escoteiro Nacional, a ser realizado na cidade de Brasília, Distrito Federal, em abril de 2011.
A premiação acontecerá durante o XVII Congresso Escoteiro Nacional, a ser realizado na cidade de Brasília, Distrito Federal, em abril de 2011.
As fotografias premiadas ilustrarão materiais da União dos Escoteiros do Brasil.
Classificação por Categorias:
O primeiro classificado de cada categoria receberá:
Certificado de Honra ao Mérito oferecido pela União dos Escoteiros do Brasil, atestando a classificação;
Kit com produtos da Grife UEB.
O segundo e o terceiro classificado em cada categoria receberão:
Certificado de Honra ao Mérito oferecido da União dos Escoteiros do Brasil atestando a classificação.

Artigo Sétimo (Divulgação dos Resultados)

O resultado final do concurso será divulgado na página Internet da UEB – União dos Escoteiros do Brasil - http://www.escoteiros.org.br – até dia 17 de dezembro de 2010.
 

Artigo Oitavo (Inscrição e Entrega das Fotografias)

  • A inscrição para participação do concurso é gratuita;
  • Cada participante pode apresentar no máximo 5 (cinco) fotografias;
  • Cada envelope deverá constar somente uma inscrição;
  • Serão aceitas correspondências encaminhadas pelo correio com postagem até a data limite de encerramento das inscrições – 31 de outubro de 2010;
  • O candidato deverá encaminhar as fotos no formato estabelecido no regulamento acompanhadas da ficha de inscrição devidamente preenchida em letra de legível para o seguinte endereço com a seguinte especificação:
    III Concurso Nacional UEB de Fotografias – categoria: ________________
    União dos Escoteiros do Brasil
    Rua Coronel Dulcídio, 2.107
    Agua- Verde - Curitiba - Paraná
    CEP 80.250-100
 

Artigo Nono (Cronograma)

AtividadePrazo
Lançamento do II Concurso Nacional UEB de Fotografias15 de junho de 2010
Encerramento do prazo de inscrições31 de outubro de 2010
Divulgação do resultado dos classificados no site da UEB17 de dezembro de 2010
Premiação aos primeiros classificados e Exposição na III Mostra Nacional de Fotografias Escoteirasabril de 2011
 

Artigo Décimo (Direitos do Autor)

Com a entrega do material, cada participante deverá confirmar, por escrito, a autoria das fotografias e declarar que permite sua publicação e uso (site, catálogo, exposição, livros, promoção do concurso, etc.), não sendo a entidade promotora da iniciativa obrigada a qualquer remuneração do seu autor.
Todos os trabalhos recebidos ficarão a pertencer a União dos Escoteiros do Brasil. Esta reserva o direito de impressão, reprodução ou publicação sem que fique obrigada a conceder, a que título for, qualquer compensação, obrigando-se sempre a fazer referência ao autor.
Em caso de utilização das imagens, para os fins supracitados, poderá envolver qualquer alteração das mesmas sem a expressa autorização de seus autores.
Em caso algum, e seja a que título for, será permitida a utilização das imagens a que se refere o presente artigo por terceiros, sem a expressa autorização do seu autor.
A UEB não se responsabiliza por perdas danos ou devoluções das cópias fotográficas entregues.
 

Artigo Décimo Primeiro (Da Organização)

Todas as situações não contempladas neste regulamento serão discutidas caso a caso pela Diretoria Executiva Nacional da UEB.
Informações e esclarecimentos podem ser obtidos junto ao Escritório Nacional da UEB, através do e-mail ueb.gestaoadultos@escoteiros.org.br ou pelo telefone (41) 3353-4732.
 

ARQUIVOS RELACIONADOS

Ficha de Inscrição
Regulamento